Inea confirma vazamento de chorume em aterro de Seropédica
Órgão confirmou extravasamento, determinou medidas emergenciais e orientou moradores a não utilizarem água de poços e cursos d'água
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmou o vazamento de chorume no aterro sanitário de Seropédica, na Baixada Fluminense, e orientou os moradores da região a não utilizarem água de poços artesianos, córregos e rios próximos ao local até a conclusão das análises ambientais. A recomendação foi divulgada após equipes técnicas confirmarem o extravasamento do líquido, considerado altamente poluente, em direção a um corpo hídrico nas proximidades.

O caso veio à tona depois que moradores denunciaram a presença de caminhões-tanque na área e relataram alteração na coloração da água de um córrego. Segundo relatos, o vazamento estaria ocorrendo há pelo menos quatro dias antes de ser identificado oficialmente.
De acordo com o Inea, houve o extravasamento de chorume bruto com escoamento superficial em direção ao cinturão verde de contenção do aterro e a um curso d’água próximo. Como medida emergencial, o órgão determinou a contenção do vazamento e a remoção do material derramado.
Entre as ações adotadas estão a abertura de uma cava para drenagem do efluente, a sucção do chorume por caminhões a vácuo, a retirada da camada superficial de solo contaminada e o esvaziamento da lagoa de chorume que teria dado origem ao incidente. Técnicos também coletaram amostras de água para avaliar a extensão dos impactos ambientais.
Autoridades acompanham o caso
O instituto informou que continuará acompanhando a execução das medidas corretivas, a recuperação da área afetada e a investigação das causas do vazamento.
A Regenera Rio, empresa responsável pela administração do aterro sanitário, afirmou que identificou e controlou uma “ocorrência pontual” em uma das estruturas da unidade. Segundo a concessionária, a situação foi rapidamente controlada e todas as providências necessárias foram adotadas conforme os protocolos ambientais e operacionais.
Por meio da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que diariamente destina a maior parte do lixo depositado no aterro, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que solicitou esclarecimentos à empresa responsável pelo aterro assim que tomou conhecimento do ocorrido.
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