Surto de tuberculose fecha centro do Ibama em Seropédica

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-RJ), em Seropédica, suspendeu temporariamente o recebimento e a liberação de animais após um surto de tuberculose provocar a morte de três macacos-prego. A unidade está interditada pelo Ibama desde 18 de maio, depois que exames laboratoriais confirmaram a doença nos primatas. O centro é o único do órgão federal no estado capacitado para reabilitar aves, mamíferos e répteis antes da devolução à natureza.

A unidade está interditada desde maio, depois que exames laboratoriais confirmaram a doença nos primatas (FOTO DIVULGAÇÃO / IBAMA)

A interdição exigiu a adoção de um protocolo sanitário de emergência para impedir a disseminação entre os 989 animais abrigados no local, conforme apurado pelo jornalista Marcos Nunes, do O Globo. A medida também interrompeu o principal ponto de acolhimento de fauna silvestre vítima de tráfico, maus-tratos e acidentes no estado.

Estrutura estratégica

O Cetas-RJ representa o principal elo federal na cadeia de reabilitação da fauna silvestre fluminense, recebendo animais encaminhados por órgãos ambientais, forças de segurança e equipes de resgate após apreensões, acidentes e operações contra o tráfico.

Restrição operacional

O surto representa a segunda interrupção da unidade em pouco mais de um mês. Em abril, o Ibama havia suspendido o recebimento de animais encaminhados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em razão do descumprimento de um acordo judicial firmado em 2024, que previa compartilhamento de despesas e reforço da equipe técnica. Segundo o órgão, as obrigações permaneceram em grande parte sem cumprimento. A interdição segue sem prazo para terminar, enquanto o Ibama conclui a avaliação sanitária.

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Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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A unidade está interditada desde maio, depois que exames laboratoriais confirmaram a doença nos primatas (FOTO DIVULGAÇÃO / IBAMA)