Florestas do Amanhã amplia restauração ambiental no Rio
Nova fase do programa prevê a recuperação de 482 hectares de Mata Atlântica e 18,7 hectares de manguezais em dez municípios fluminenses
A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Aegea Saneamento anunciaram o início de uma nova etapa do Programa Florestas do Amanhã, que contará com investimento de R$ 39,5 milhões para ampliar a recuperação ambiental no estado do Rio de Janeiro.

O resultado do edital Florestas do Rio foi apresentado nesta quarta-feira (24), durante cerimônia realizada na sede da Seas, no Centro do Rio. Ao todo, sete instituições foram selecionadas para executar projetos que irão restaurar 482 hectares de Mata Atlântica em dez municípios fluminenses.
As ações serão desenvolvidas em Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Magé, Silva Jardim, Paracambi, Miguel Pereira, Rio de Janeiro, Engenheiro Paulo de Frontin, Maricá e Rio Bonito, priorizando áreas estratégicas para a produção de água, preservação da biodiversidade e recuperação de ecossistemas.

Recuperação de manguezais
Pela primeira vez, o edital contempla também a recuperação de 18,7 hectares de manguezais, ampliando o alcance das iniciativas ambientais. As intervenções ocorrerão em áreas localizadas no fundo da Baía de Guanabara, em Magé, e na Reserva Biológica Estadual de Guaratiba, na Baía de Sepetiba, na capital fluminense.
Além do reflorestamento, os projetos incluem ações de mobilização social, capacitação de produtores rurais e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração florestal, promovendo benefícios ambientais, econômicos e sociais para as comunidades envolvidas.
Mais de R$ 100 milhões já investidos
Desde sua criação, o Programa Florestas do Amanhã tornou-se o maior programa estadual de restauração florestal do Brasil. Com o novo edital, a iniciativa alcança a marca de mais de R$ 100 milhões em investimentos, distribuídos em cinco editais, dois deles realizados em parceria com o BNDES.
Os resultados acumulados incluem:
– Mais de 2,15 milhões de mudas plantadas;
– Recuperação de 1.294 hectares de Mata Atlântica;
– Atuação em 18 municípios fluminenses;
– Geração de mais de 3 mil empregos;
– Proteção de mananciais estratégicos para o abastecimento de água.
Benefícios para a biodiversidade
Além da recuperação de áreas degradadas, o programa fortalece a conexão entre fragmentos florestais, melhora a proteção dos recursos hídricos e favorece o retorno da fauna silvestre.
Monitoramentos realizados em áreas restauradas registraram a presença de espécies como anta, onça-parda e jaguatirica, consideradas importantes indicadores da recuperação dos ecossistemas.
Os projetos contemplam diferentes modelos de restauração, incluindo áreas de unidades de conservação, propriedades rurais, áreas públicas municipais, polos de restauração florestal e assistência técnica para produtores rurais.
Reflorestar 440 mil hectares até 2050
A meta do Governo do Estado é ampliar a cobertura vegetal fluminense dos atuais 30% para 40% até 2050, por meio do reflorestamento de 440 mil hectares de Mata Atlântica.
A expectativa é que os investimentos em restauração ecológica ultrapassem R$ 500 milhões nos próximos anos, consolidando o programa como uma das principais políticas públicas ambientais do país.
Leia mais: RioSP libera primeira etapa da Nova Serra das Araras









