Porto Sudeste reúne dois gigantes da navegação

A atracação simultânea de um navio da classe VLCC e outro da classe Wozmax reforça a evolução da infraestrutura do terminal e sua capacidade para receber algumas das maiores embarcações do mundo

O Porto Sudeste registra mais um marco em sua trajetória operacional. A conquista veio com a atracação simultânea, ocorrida esta semana, de duas das maiores embarcações em operação no transporte marítimo mundial. Um navio da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), utilizado no transporte de petróleo e derivados, e outro da classe Wozmax, entre as maiores categorias de graneleiros do mundo. A atracação reuniu gigantes dos mercados de granéis líquidos e sólidos, demonstrando a versatilidade da infraestrutura instalada na Baía de Sepetiba.

Duas embarcações atracadas no porto
A presença das duas embarcações no mesmo píer reforça a posição do Porto Sudeste como preparado para operar embarcações de grande porte (FOTO DIVULGAÇÃO)

Compromisso com soluções logísticas

O encontro entre essas duas embarcações reforça a robustez operacional do terminal para atender diferentes cadeias logísticas com elevados padrões de segurança, eficiência e desempenho. “Receber, no mesmo píer, duas das maiores embarcações em operação no transporte marítimo mundial, demonstra a capacidade do Porto Sudeste de conduzir operações cada vez mais complexas. Isso com segurança, eficiência e confiabilidade. Esse marco é resultado dos investimentos contínuos realizados na infraestrutura do terminal. Eles reforçam nosso compromisso em oferecer soluções logísticas competitivas para nossos clientes e para o comércio exterior brasileiro”, afirma o diretor de Operações, Guilherme Caiado.

Ampliação do calado operacional

Desde 2024, com a ampliação do calado operacional para 18,30 metros, o terminal está apto a operar navios da classe Wozmax. Esse avanço elevou significativamente a capacidade de carga por viagem e aumentou a competitividade das exportações brasileiras. Esse tipo de embarcação possui cerca de 330 metros de comprimento, o equivalente a aproximadamente três campos de futebol, e pode transportar mais de 240 mil toneladas de minério de ferro em uma única viagem. Já os VLCC estão entre os maiores navios petroleiros do mundo, com capacidade para movimentar cerca de dois milhões de barris de petróleo, desempenhando papel estratégico no comércio internacional de energia.

Investimentos em infraestrutura

A presença dessas duas embarcações no mesmo píer reforça o posicionamento do Porto Sudeste como um terminal preparado para operar embarcações de grande porte, reflexo dos investimentos em infraestrutura, dos elevados padrões de segurança e da eficiência logística. O terminal também conta com o Local Port Service (LPS), sistema homologado pela Marinha do Brasil, que amplia o monitoramento das manobras e fortalece a segurança operacional, contribuindo para movimentações cada vez mais sofisticadas e eficientes.

Geração de ganhos em escala

A atracação também reflete a crescente capacidade da infraestrutura portuária brasileira de receber embarcações de grande porte, acompanhando a evolução do comércio internacional de commodities. Quanto maior o navio, maior o volume transportado por viagem. Isso gera ganhos de escala, amplia a eficiência da cadeia logística e fortalece a competitividade das exportações brasileiras no mercado internacional.

Escoamento de commodities

Nesse contexto, o Porto Sudeste, um dos maiores portos privados do país, reforça seu papel como um ativo estratégico para a logística nacional. E para o escoamento de commodities que impulsionam a economia brasileira. O terminal tem capacidade para movimentar até 50 milhões de toneladas por ano de minério de ferro. E tem licença para expansão para 100 milhões de toneladas anuais.

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Renato Reis

Renato Reis é bacharel em Comunicação Social, graduado em Jornalismo pela Universidade Gama Filho e atua como editor da edição digital do Jornal Atual.

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A presença das duas embarcações no mesmo píer reforça a posição do Porto Sudeste como preparado para operar embarcações de grande porte (FOTO DIVULGAÇÃO)