Pendência no Porto de Itaguaí pesa sobre venda de ativos da CSN
Impasse envolvendo o terminal Tecar é avaliado por potenciais compradores durante processo de venda de ativos
Potenciais compradores dos ativos de infraestrutura da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estão analisando um antigo impasse regulatório envolvendo o Terminal de Granéis Sólidos (Tecar), no Porto de Itaguaí, antes de avançarem nas negociações.

A avaliação ocorre no momento em que a companhia conduz um processo para levantar cerca de US$ 1 bilhão com a venda de ativos de infraestrutura, operação assessorada pelo Bradesco BBI. Entre os interessados estariam investidores especializados em logística e infraestrutura, que revisam questões regulatórias consideradas relevantes para a conclusão de uma eventual aquisição.
O principal ponto de atenção é uma pendência relacionada ao contrato de arrendamento do Tecar, que vem sendo discutida há anos entre a empresa e órgãos reguladores. Segundo informações do Pipeline Valor, o tema voltou a ganhar destaque durante a fase de diligência (“due diligence”) conduzida pelos potenciais compradores.
Impasse pode influenciar negociações
Embora o processo de venda siga em andamento, o passivo regulatório é visto pelo mercado como um fator capaz de impactar a avaliação dos ativos e até mesmo o cronograma da operação.
O terminal de granéis sólidos é considerado um dos principais ativos logísticos da CSN, desempenhando papel estratégico no escoamento de minério de ferro e outras cargas pelo Porto de Itaguaí. Qualquer indefinição sobre sua situação regulatória tende a ser analisada com cautela por investidores interessados na aquisição.
A companhia busca reduzir seu nível de endividamento por meio da venda de ativos considerados não essenciais, estratégia anunciada como parte do plano de fortalecimento financeiro do grupo.
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