terça-feira, dezembro 7, 2021
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“Esse prefeito é o cão chupando manga”, diz vereador Vinícius Alves

Parlamentar usou o bordão para demonstrar indignação com as respostas do prefeito Charlinho sobre o roubo do gerador da UPA e Legislativo derruba veto do Executivo sobre lei de intolerância religiosa Um ofício encaminhado pelo prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho, respondendo a um requerimento de informação do vereador Vinícius Alves, causou indignação ao autor do requerimento, que cobrava explicações do chefe do Poder Executivo referente às obras da UPA e ao roubo do gerador da unidade. Após a leitura do ofício, durante a sessão da quinta-feira (25), o vereador Vinícius Alves ressaltou que é de costume o prefeito Charlinho responder aos requerimentos de maneira desastrosa.   Nos questionamentos do parlamentar sobre o roubo do gerador da UPA, o prefeito apenas confirmou que houve o furto, mas não informou se havia funcion

Parlamentar usou o bordão para demonstrar indignação com as respostas do prefeito Charlinho sobre o roubo do gerador da UPA e Legislativo derruba veto do Executivo sobre lei de intolerância religiosa

Um ofício encaminhado pelo prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho, respondendo a um requerimento de informação do vereador Vinícius Alves, causou indignação ao autor do requerimento, que cobrava explicações do chefe do Poder Executivo referente às obras da UPA e ao roubo do gerador da unidade. Após a leitura do ofício, durante a sessão da quinta-feira (25), o vereador Vinícius Alves ressaltou que é de costume o prefeito Charlinho responder aos requerimentos de maneira desastrosa.  

Nos questionamentos do parlamentar sobre o roubo do gerador da UPA, o prefeito apenas confirmou que houve o furto, mas não informou se havia funcionários no local guardando o prédio. Ele respondeu que o funcionário foi exonerado. Sobre a indagação quanto à abertura de processo administrativo para apurar as circunstâncias do furto, o prefeito respondeu que por se tratar de crime de furto, o inquérito está na 50ª DP (Itaguaí), onde foi registrado boletim de ocorrência. “Novamente o prefeito desrespeitou essa casa. Essas respostas são ridículas. Sobre a nota fiscal da compra do gerador, o prefeito disse que não foi encontrada pela atual administração. Ele está brincando com a gente. Esse prefeito é o cão chupando manga. Ele veio para roubar, matar e destruir o município Itaguaí. Nós, como legisladores, temos que acabar com isso, de uma maneira ou de outra”, desabafou Vinícius Alves.

Escolas em tempo integral motiva novo requerimento

Também durante a sessão, mais um requerimento de informação endereçado ao chefe do Poder Executivo foi aprovado. Dessa vez, de autoria do vereador  Genildo Gandra, que cobra informações sobre quantas e quais escolas da rede municipal de ensino funcionavam em tempo integral no ano de 2016, quantas e quais continuaram no ano de 2017. O parlamentar também cobra se há algum projeto da Secretaria de Educação para que todas as escolas estejam em horário integral e pediu informação sobre quantas escolas implantaram o horário integral nos anos de 2016, 2017, 2018 e 2019.

Na justificativa, o vereador Genildo Gandra informou que a Lei 3322/2015 institui no município a educação em tempo integral de forma progressiva. A lei prevê ainda que até 2020 30% das unidades de ensino terão que ser em horário integral; que em 2024 mais 30%; e em 2030 mais 40%, totalizando 100%. “Não sei se a Secretaria de Educação hoje tem conhecimento da existência desta lei. A gente não consegue saber se de 2017 para cá, quando assumiu o atual prefeito se houve continuidade nesse projeto. Então, preocupado com esta situação, que a gente entende que a educação é fundamental para todos nós, solicito essas informações até para que a secretaria tome conhecimento desta lei e possa fazer com que até 2030 nosso município esteja com a educação em horário integral”, explicou Genildo Gandra.

Aprovado funcionamento ampliado de unidades de saúde

Os vereadores aprovaram por unanimidade, a indicação do vereador Willian Cezar, que solicita ao chefe do Poder Executivo, que as unidades básicas de saúde e as farmácias municipais tenham o seu horário estendido no período noturno. “É de grande importância a extensão do horário de atendimento, visto que muitos munícipes, por questões de trabalho, não conseguem realizar o acompanhamento ambulatorial e alguns problemas de saúde são agravados”, justificou.

Vereador vê equívoco em informações sobre chikungunya

 Não é de hoje que a população de Itaguaí vem alertando nas redes sociais sobre o surto de dengue e chikungunya no município. Porém, em resposta a um requerimento de informação, de autoria do presidente da Câmara Municipal de Itaguaí, vereador Rubem Vieira, sobre quantos casos de dengue, zika e chikungunya foram registrados no município de 2017 a 2019, o prefeito Charlinho respondeu que foram registrados apenas 21 casos de chikungunya. “Estive no Hospital Municipal São Francisco Xavier e pelo menos das 40 pessoas para serem atendidas, umas 30 estavam se queixando de possíveis casos de chikungunya. Porém, o prefeito respondeu ao meu requerimento de informação que o município de Itaguaí só tem um carro fumacê, apenas dois casos de dengue e 21 casos de chikungunya. Alguém está maquiando esses dados e a prefeitura não está respondendo à altura. A epidemia está crescendo a ponto de famílias inteiras estarem com chikungunya em vários bairros. É impossível num município com mais de 120 mil habitantes só ter 21 casos de chikungunya”, destacou o presidente.  

Derrubado veto a projeto que favorecia intolerância

Por unanimidade, os vereadores derrubaram o veto do prefeito Charlinho sobre o projeto de lei de autoria dos vereadores Rubem Vieira e Waldemar Ávila, que disciplina manifestações sociais, culturais e de gênero. De acordo com a lei, fica proibida no município de Itaguaí, durante manifestações públicas, sociais, culturais e/ou de gênero, a satirização, ridicularização e/ou toda e qualquer outra forma de menosprezar ou vilipendiar dogmas e crenças de toda e qualquer religião ou fé alheia.

Para o vereador Waldemar Ávila, a decisão do prefeito Charlinho, de vetar o projeto, caracteriza intolerância, que, segundo a matéria, é passível de sansão. “Um dos males que vivenciamos nos dias de hoje é a falta de punição”, disse o vereador. 

O relator que opinou pela rejeição do veto, vereador Gil Torres, questionou o prefeito Charlinho sobre o porquê do veto e por que ele é contra as religiões. Os vereadores André Amorim e Vinícius Alves também declararam indignação contra o veto do prefeito Charlinho em relação à matéria. 

FOTO WELINGTON CAMPOS
REPRESENTANTES DAS igrejas evangélicas do município comemoraram a quebra do veto, por unanimidade
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