Plano Safra 2026/27 libera R$ 525 bilhões ao agro
O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, que destina R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, valor que marca um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior.

Os recursos financiarão custeio, comercialização e investimentos na produção agropecuária, sendo R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos. O programa também reduz juros em linhas específicas de crédito rural, cria incentivos a práticas sustentáveis e amplia mecanismos de gestão de risco.
Mais investimentos
O custeio e a comercialização concentram a maior parte dos recursos, cobrindo despesas como aquisição de insumos, condução de lavouras, manejo de rebanhos e comercialização da produção.
Já o valor destinado a investimentos, como irrigação, armazenagem, inovação tecnológica, recuperação de áreas produtivas e aquisição de máquinas, subiu cerca de 38% em relação aos R$ 101,5 bilhões da safra anterior. Em contrapartida, o volume para custeio recuou de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões.
Pronamp
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contará com R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões no ciclo anterior, com taxa máxima reduzida para 9% ao ano, recuo que, segundo o governo, acompanha a queda da taxa básica de juros da economia.
Outras linhas também tiveram novas condições: RenovAgro Ambiental e Recuperação de Pastagens, 8,5% ao ano; PCA (armazéns de até 12 mil toneladas), 8% ao ano; Inovagro e Moderfrota Pronamp, 11,5% ao ano.
Práticas sustentáveis
Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular podem obter desconto de até 0,5 ponto percentual na taxa de custeio.
Outro desconto de mesma magnitude vale para quem adota práticas sustentáveis ou possui certificações reconhecidas. Somados, os benefícios podem chegar a um ponto percentual de redução.
O Ministério da Agricultura afirma que a medida busca estimular a regularização ambiental e a adoção de práticas sustentáveis.
Seguro rural
O programa amplia o papel do Programa de Garantia de Atividades Agropecuárias (Proagro) e do seguro rural: a renegociação de operações de custeio passa a depender da contratação dessas coberturas.
Segundo o governo, a regra deve reduzir a necessidade de renegociações após perdas climáticas e distribuir riscos entre produtores, instituições financeiras e poder público.
Armazenagem e energia renovável
O InvestAgro passa a financiar também sistemas de energia solar, biomassa, eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica.
Na área de armazenagem, o crédito cobre construção, ampliação, reforma e modernização de armazéns e câmaras frias, com o objetivo declarado de reduzir perdas e ampliar a capacidade de estocagem em propriedades, cooperativas e agroindústrias.
Fontes de financiamento
O plano combina recursos controlados, equalizados, não equalizados e fontes privadas de mercado, estrutura que, segundo o governo, permite atender diferentes perfis de produtores ao longo da safra.
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