Saúde mental: plataforma oferece atendimento gratuito para jovens

Serviço atende pessoas de 13 a 24 anos com escuta humanizada, opção de anonimato e encaminhamento para acompanhamento quando necessário

Adolescentes e jovens de 13 a 24 anos podem acessar gratuitamente atendimento em saúde mental por meio da plataforma Pode Falar. O serviço funciona de forma digital, oferece escuta acolhedora com opção de anonimato e integra uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para ampliar o acesso ao cuidado emocional.

Plataforma realiza até 11 mil atendimentos mensais e funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h (FOTO GENIFFER VALERIANO)

A plataforma tem capacidade para realizar até 11 mil atendimentos mensais, com média de 15 acolhimentos por hora. O atendimento ocorre de segunda a sábado, das 8h às 22h, e busca oferecer apoio inicial para pessoas que enfrentam sofrimento emocional, além de orientar o acesso à rede pública de saúde quando necessário.

Como funciona o atendimento

O contato inicial é por meio de um chatbot, que faz uma escuta inicial e apresenta conteúdos educativos sobre saúde mental. O sistema ajuda o usuário a compreender emoções, sentimentos e situações de sofrimento de forma simples e acessível.

Quando identifica necessidade de apoio mais aprofundado, a plataforma encaminha a conversa para um atendimento humano. Profissionais em formação assumem esse acolhimento sob supervisão de professores, garantindo acompanhamento qualificado durante toda a conversa.

Equipe especializada

Estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação realizam os atendimentos. A equipe recebe capacitação contínua e atua sob supervisão permanente para assegurar qualidade, segurança e acolhimento aos usuários.

O projeto resulta de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Unicef. A iniciativa busca ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos serviços de apoio emocional e fortalecer a rede de atenção em saúde mental.

Acolhimento

A plataforma atua como uma porta de entrada para o cuidado em saúde mental, com foco específico na população jovem. O serviço oferece uma alternativa de acolhimento semelhante à do Centro de Valorização da Vida, mas direcionada às demandas desse público.

Caso o usuário precise de acompanhamento contínuo, a plataforma orienta a busca pelos serviços do Sistema Único de Saúde. O cuidado começa nas Unidades Básicas de Saúde e pode seguir para a atenção especializada conforme a avaliação clínica e as necessidades de cada paciente.

Leia também: Vacina contra o HPV para jovens é prorrogada até dezembro

Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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