Polícia mira quadrilha suspeita de levar haxixe do Paraguai ao Rio

Apreensão em Seropédica levou investigadores a identificar esquema de tráfico

A Polícia Civil investiga uma quadrilha suspeita de trazer haxixe do Paraguai para abastecer comunidades do Rio de Janeiro controladas pelo Comando Vermelho. Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-Baixada), o grupo opera desde o início de 2025. Em apenas um mês, os investigadores estimam que a organização movimentou cerca de uma tonelada da droga, com carga avaliada em R$ 13 milhões.

Apreensão ocorreu na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Seropédica, em setembro de 2025 (FOTO DIVULGAÇÃO/PRF)

Três suspeitos já foram presos, e outros três seguem procurados, considerados foragidos. As investigações começaram após a apreensão de cerca de 400 quilos de haxixe em Seropédica, em setembro de 2025. Dois motoristas de aplicativo transportavam a droga pela Rodovia Presidente Dutra quando agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam o carregamento.

Apreensão deu início às investigações

A prisão dos dois motoristas levou a DRE-Baixada a investigar a origem da carga. Os policiais identificaram uma organização que atuava no tráfico interestadual de haxixe entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

Ao longo da apuração, os investigadores localizaram um imóvel em Guarulhos, usado como centro de recebimento e preparação das cargas. Dali, a quadrilha despachava carregamentos semanais com destino ao Rio de Janeiro.

Costa Verde e Região dos Lagos

A organização recrutava motoristas de aplicativo para transportar a droga entre os dois estados. Segundo a polícia, outros integrantes cuidavam do financiamento, da logística e do recrutamento dos condutores.

As cargas chegavam primeiro às comunidades de Manguinhos e do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. A partir desses pontos, o haxixe seguia para municípios da Costa Verde e da Região dos Lagos, como Angra dos Reis e Cabo Frio.

Haxixe tem alto valor no mercado ilegal

O haxixe apresenta maior concentração de substâncias psicoativas do que a maconha, já que os produtores o extraem da resina da planta. A droga costuma circular em pequenas bolas e alcança preços elevados no mercado ilegal.

Segundo os investigadores, um quilo de haxixe pode custar cerca de R$ 13 mil, a depender do grau de pureza. O valor supera com folga o preço médio de um quilo de maconha, que varia entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

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Redação

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