terça-feira, outubro 19, 2021
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Vereadores batem boca durante a sessão da Câmara de Itaguaí

Discussão de Carlos Kifer com Willian Cezar inflama ânimos dos servidores que lotaram o plenário reivindicando a revogação de dispositivos das leis que congelaram seus benefícios Mais uma vez a sessão da Câmara Municipal de Itaguaí foi palco de um grande bate boca, dessa vez envolvendo os vereadores Carlos Kifer (PP) e Willian Cezar (PSB). O clima antes da sessão da terça-feira (4) começar já era de inconformismo por parte do público, a maioria formado por servidores e representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), núcleo de Itaguaí, que lotou o plenário na expectativa de que seria votada a revogação dos dispositivos da Lei 3.606 e 3.607, de autoria dos vereadores Willian Cezar e André Amorim. Essas leis foram as que congelaram os direitos dos servidores. Contudo, a votação não aconteceu, uma vez que o

Discussão de Carlos Kifer com Willian Cezar inflama ânimos dos servidores que lotaram o plenário reivindicando a revogação de dispositivos das leis que congelaram seus benefícios

Mais uma vez a sessão da Câmara Municipal de Itaguaí foi palco de um grande bate boca, dessa vez envolvendo os vereadores Carlos Kifer (PP) e Willian Cezar (PSB). O clima antes da sessão da terça-feira (4) começar já era de inconformismo por parte do público, a maioria formado por servidores e representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), núcleo de Itaguaí, que lotou o plenário na expectativa de que seria votada a revogação dos dispositivos da Lei 3.606 e 3.607, de autoria dos vereadores Willian Cezar e André Amorim. Essas leis foram as que congelaram os direitos dos servidores. Contudo, a votação não aconteceu, uma vez que o vereador Carlos Kifer havia pedido vista da matéria, que, assim, não entrou na pauta do dia.

A confusão começou quando o vereador Willian Cezar usou a tribuna para questionar a presidência da mesa diretora sobre a não inclusão da matéria que atenderia aos servidores municipais. O presidente CMI, Rubem Vieira (Podemos), explicou que a matéria entraria na pauta do dia, porém, na segunda-feira (3), a Comissão de Finanças, onde a matéria estava, recebeu um ofício do vereador Carlos Kifer solicitando vista da matéria. Após essa explicação do presidente, alguns servidores na assistência ficaram indignados. “A matéria ficou um mês na Comissão de Constituição, Justiça e Redação e foi para Comissão Finanças, Orçamentos, Controle e Prestação de Contas no dia 8 maio e, agora, usaram um artifício para matéria não entrar em votação”, enfureceu-se Willian Cezar.

O presidente explicou que o pedido de vista é contemplado pelo Regimento Interno da CMI e que o vereador tem direito à vista. Em seguida o vereador Carlos Kifer usou a tribuna para dizer que pediu vista da matéria após se reunir com os colegas da base governista. “Não há entendimento hoje da bancada do governo com os vereadores da oposição em relação a esta matéria. Se esta matéria entrar em votação hoje, vocês perderiam”, declarou o parlamentar, ressaltando que poderia buscar o diálogo.

Já o vereador Genildo Gandra (PDT) lembrou que a matéria não estava em pauta devido ao pedido de vista do colega Carlos Kifer, e que, seguindo o Regimento Interno, não poderia ser colocada em votação. Após todo esse embate, o vereador Carlos Kifer retirou o pedido de vista e solicitou que a matéria fosse colocada na pauta do dia para ser votada.

O presidente Rubem Vieira informou que a matéria não se encontrava na pauta do dia para ser votada por estar na Comissão de Finanças. “Por a matéria não estar na pauta do dia, mesmo sendo retirada a vista, ela não está em votação. Ao pedir a retirada da vista pelo vereador Carlos Kifer, a matéria ficará com o relator que dará o parecer. Caso ele não dê o parecer na próxima sessão ou se ninguém pedir vista, e por ter encerrado o prazo, esta presidência incluirá na pauta sem o parecer”, explicou o presidente, dando fim a uma discussão que se estendeu por mais de uma hora.

SERVIDORES LOTARAM o plenário da CMI para acompanhar a revogação da matéria que congelou seus benefícios
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