CIEP em Itaguaí está sem energia há mais de seis meses
Após furto de cabos, alunos e professores do CIEP 498 Irmã Dulce convivem com aulas prejudicadas, redução da carga horária e dificuldades estruturais
Alunos e professores do CIEP 498 Irmã Dulce, localizado no bairro Chaperó, em Itaguaí, denunciam a falta de energia elétrica na unidade escolar há mais de seis meses. O problema, causado pelo furto de cabos de energia, vem afetando diretamente a rotina das aulas, a alimentação dos estudantes e o funcionamento da escola.

Turmas do período diurno tiveram a carga horária reduzida, enquanto estudantes do turno da noite passaram a realizar atividades de forma remota. Professores, responsáveis e alunos relatam prejuízos pedagógicos e pedem providências urgentes do Governo do Estado.
Segundo as informações divulgadas, criminosos invadiram a unidade e furtaram a fiação elétrica da escola. O caso foi registrado na polícia, mas até o momento não houve solução definitiva para o restabelecimento da energia. A direção da escola teria solicitado apoio da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro desde o ano passado.
Prejuízo para alunos e professores
Sem energia, equipamentos de refrigeração deixaram de funcionar, comprometendo inclusive a merenda escolar. Alimentos perecíveis, como frutas e verduras, deixaram de ser oferecidos aos estudantes devido à impossibilidade de armazenamento adequado. Um gerador chegou a ser instalado temporariamente na unidade, mas acabou retirado posteriormente por falta de pagamento. Enquanto isso, a comunidade escolar segue convivendo com salas quentes, estrutura limitada e dificuldades para manter as atividades presenciais em condições adequadas.
O problema enfrentado pelo CIEP de Itaguaí não é isolado. Em março deste ano, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro denunciou situações semelhantes em outras escolas estaduais do Rio de Janeiro afetadas por furtos de cabos de energia. Entre os casos citados estão unidades em Campo Grande e na Rocinha, que também sofreram impactos no funcionamento das aulas por conta da falta de luz.
A situação reacende o debate sobre segurança nas unidades escolares estaduais e sobre a infraestrutura da rede pública de ensino, especialmente em regiões que vêm registrando recorrentes furtos de cabos e equipamentos elétricos.
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