domingo, novembro 28, 2021
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Câmara vota parecer prévio da CEP contra Charlinho

Vereadores decidem continuidade ou não do processo que pode culminar com a cassação do prefeito Charlinho A sessão da terça-feira (30), da Câmara Municipal de Itaguaí (CMI), foi marcada pelo anúncio do presidente da Comissão Especial Processante (CEP), vereador Willian Cezar (PSB), da votação do parecer prévio da CEP que apura a ausência de repasse de contribuição previdenciária patronal do prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), para o Instituto de Previdência de Itaguaí (Itaprevi). A votação ocorrerá na sessão desta quinta-feira (2) e será decisiva para a continuidade ou não do processo que pode culminar com a cassação do prefeito Charlinho. Como vem sendo de praxe em cada sessão, já que nesses de dois anos e cinco meses o prefeito Charlinho ainda não fez nada de relevante para o município, mais um requerimen

Vereadores decidem continuidade ou não do processo que pode culminar com a cassação do prefeito Charlinho

A sessão da terça-feira (30), da Câmara Municipal de Itaguaí (CMI), foi marcada pelo anúncio do presidente da Comissão Especial Processante (CEP), vereador Willian Cezar (PSB), da votação do parecer prévio da CEP que apura a ausência de repasse de contribuição previdenciária patronal do prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), para o Instituto de Previdência de Itaguaí (Itaprevi). A votação ocorrerá na sessão desta quinta-feira (2) e será decisiva para a continuidade ou não do processo que pode culminar com a cassação do prefeito Charlinho.

Como vem sendo de praxe em cada sessão, já que nesses de dois anos e cinco meses o prefeito Charlinho ainda não fez nada de relevante para o município, mais um requerimento de informação foi aprovado, dessa vez com o voto de minerva do presidente CMI, vereador Rubem Vieira (PODEMOS), após o empate em oito votos. O requerimento aprovado, de autoria do vereador André Amorim (PR), cobra do prefeito informações sobre imóveis alugados pela Prefeitura de Itaguaí.

Segundo Amorim, após um levantamento extraoficial chegou-se à constatação de que a prefeitura deve alguns milhões de reais em aluguéis de imóveis. “São imóveis de  pessoas que alugam para a prefeitura, mas, segundo informações que obtive, não estão recebendo”, explicou o André Amorim. 

A falta da coleta de lixo no município também foi motivo de debate durante a sessão. Após a aprovação da indicação do vereador Ivan Charles (PSB), que solicita ao chefe do Poder Executivo a regularização da coleta de lixo em todo o município, alguns vereadores falaram do descaso com o serviço. O autor da indicação ressaltou o fato de uma moradora, indignada e com razão, ter jogado o seu lixo doméstico na porta da CMI. “A cidade está que é lixo puro. Por onde a gente passa é lixo por todos os lados. São oito caminhões para fazer a coleta de lixo, mas não da vazão. São dois anos e cinco meses, qual é a desculpa? A população está indignada”, cobrou.    

O vereador Vinícius Alves (PRB) disse que o bairro do Engenho parece um lixão a céu aberto. “O caminhão de lixo não tem dia nem hora para fazer a coleta. Não adianta ficar gravando vídeo com declaração, tem que trabalhar. Vai fazer vídeo no inferno!”, desabafou.

O presidente Rubem Vieira também comentou sobre a indignação da moradora que colocou o lixo em frente à CMI. Ele disse que a população deveria fazer o mesmo. “O meu sonho é que a população jogue o lixo na câmara e na prefeitura. Talvez a situação fizesse com que o problema com a coleta de lixo fosse resolvido com mais eficiência, pois assim a grande mídia iria demonstrar o absurdo que se vive com a falta da coleta de lixo”, declarou.

Rubem lembrou que uma nota recente divulgada pela prefeitura sobre a questão informou que o valor pago para o serviço de coleta de lixo do município de Itaguaí era baixo. “Na nota a prefeitura se orgulha de ter o lixo mais barato do estado do Rio de Janeiro, ou região. Mas não adianta ser barato se não funciona. Ter lixo barato é mole de dizer, agora quero ver funcionar”, cobrou o chefe do Poder Legislativo.

De acordo com o vereador André Amorim, a prefeitura deve à empresa responsável pela coleta de lixo cerca de R$ 1.095.359,25 e mais uma nota fiscal vencida no dia 30 de abril. “Por isso, a empresa está com os salários dos seus funcionários atrasados”, ressaltou o vereador.

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