Inea promove educação ambiental com alunos em Paraty
Estudantes participam de trilha e atividades na Reserva da Juatinga, com foco em preservação e cultura caiçara
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou, na sexta-feira (27), uma ação de educação ambiental na comunidade do Cruzeiro, em Paraty. A atividade reuniu alunos da Escola Municipal Parque da Mangueira e contou com apoio da Secretaria Municipal de Educação.

Durante o encontro, guardas-parques da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga conduziram um dia de aprendizado em campo. A iniciativa aproximou os estudantes da realidade da unidade de conservação e incentivou reflexões sobre o cuidado com o meio ambiente.
Trilha e aprendizado em campo
Os participantes seguiram em trilha até o Pico do Pão de Açúcar, um dos pontos mais conhecidos da região. Ao longo do percurso, os agentes explicaram aspectos da fauna, da flora e do ecossistema local. Os alunos observaram espécies nativas e conheceram características da Mata Atlântica.
A atividade estimulou o interesse pela natureza e reforçou a importância da preservação ambiental desde a infância. Presidente do Inea, Renato Jordão destacou o papel da educação nesse processo. Disse que é obrigação mostrar para as crianças a importância da preservação do meio ambiente.
Cultura caiçara e conservação
Além do contato com a paisagem, os estudantes conheceram o modo de vida caiçara. Eles entenderam como essas comunidades mantêm uma relação equilibrada com o ambiente. Os organizadores apresentaram práticas tradicionais que contribuem para a conservação da natureza.
O contato direto ajudou os jovens a reconhecer o valor cultural dessas populações. A experiência também reforçou a conexão entre cultura e preservação. Os alunos perceberam que a proteção da Mata Atlântica envolve tanto o meio natural quanto os saberes locais.
Importância da Reserva da Juatinga
A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga ocupa uma área de 9.797 hectares no sul fluminense. O território abriga remanescentes expressivos de Mata Atlântica, além de restingas, manguezais e costões rochosos. Criada em 1992, a unidade busca proteger a biodiversidade e a paisagem natural.
Cerca de 1.500 pessoas vivem na região, distribuídas em diferentes comunidades ao longo da costa. A área integra a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A gestão compartilhada fortalece ações de preservação e educação ambiental.
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