segunda-feira, outubro 18, 2021
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Docas verifica viabilidade para implantação de sistema de monitoramento na Baía de Sepetiba

Equipamentos podem trazer mais segurança e eficácia às operações do Porto de Itaguaí

Organizar e monitorar embarcações para que tudo transcorra em segurança e de modo eficaz é uma tarefa nada simples. Ainda mais em Itaguaí, que tem um dos portos com maior movimentação de cargas no país. Por este motivo, a Companhia das Docas – que administra os portos de Itaguaí, Rio de Janeiro, Niterói e Angra dos Reis – tem investido em equipamento de ponta para garantir que o tráfego aquaviário nos portos que a empresa administra transcorra na sua plenitude, sem incidentes. Tanto é assim que na sexta-feira (27), uma equipe de técnicos visitou o Farol de Castelhanos, na Ilha Grande, para analisar a viabilidade técnica de instalação de alguns aparelhos que ajudem a monitorar as embarcações na Baía de Sepetiba. A assessoria de comunicação de Docas enviou as informações ao ATUAL por e-mail no dia 29. Uma equipe de técnicos f

Organizar e monitorar embarcações para que tudo transcorra em segurança e de modo eficaz é uma tarefa nada simples. Ainda mais em Itaguaí, que tem um dos portos com maior movimentação de cargas no país. Por este motivo, a Companhia das Docas – que administra os portos de Itaguaí, Rio de Janeiro, Niterói e Angra dos Reis – tem investido em equipamento de ponta para garantir que o tráfego aquaviário nos portos que a empresa administra transcorra na sua plenitude, sem incidentes.

Tanto é assim que na sexta-feira (27), uma equipe de técnicos visitou o Farol de Castelhanos, na Ilha Grande, para analisar a viabilidade técnica de instalação de alguns aparelhos que ajudem a monitorar as embarcações na Baía de Sepetiba. A assessoria de comunicação de Docas enviou as informações ao ATUAL por e-mail no dia 29.

Uma equipe de técnicos foi ao Farol Castelhano, na Ilha Grande, para analisar se era possível instalar ali equipamentos que vão compor a rede de captação de informações da Baía de Sepetiba (Divulgação/Cia das Docas)

A equipe contou com o representante técnico da Autoridade Portuária – Marcelo Villas-Bôas, o especialista portuário Renato Diniz e representantes do Comando de Operações Navais (ComOpNav), da Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) e do Centro de Análise de Sistemas Navais (CASNAV).  

MONITORAMENTO E SEGURANÇA

A ideia é implantar um VTMIS (sigla inglesa para Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações – Vessel Traffic Management Information System) que contribua para a organização do tráfego aquaviário no Porto de Itaguaí. Além disso, o VTMIS pode contribuir para aumentar a segurança da navegação nessa região, pois poderá trocar informações com o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), programa estratégico da Marinha do Brasil.

A Marinha, aliás, é fundamental para os planos da Companhia das Docas. Villas-Bôas explicou que há discussões para que se assine um termo aditivo ao convênio firmado em 2019 entre a Autoridade Marítima e a Marinha. O objetivo é obter permissão e formalizar o uso das instalações militares para posicionar os equipamentos em determinados locais da Baía de Sepetiba. Deste modo, as informações, obtidas de diferentes e estratégicos pontos, poderiam alimentar o VTMIS do Porto de Itaguaí e oferecer um mapeamento mais completo e útil ao sistema.

Villas-Bôas também disse que novas visitas na região devem ocorrer ainda neste ano para que seja possível concluir o planejamento de implantação do sistema, cuja previsão é a de que entre em operação em 2023.

NO PORTO DE VITÓRIA DESDE 2017

O Porto de Vitória, administrado pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), conta com a tecnologia VTMIS desde 2017, conforme informa o site da Indra Company. Dois radares monitoram a entrada em mar aberto, a bacia do porto de Vitória, as áreas de fundeio e o acesso ao canal. Um único centro de processamento de dados reúne as informações dos navios e uma equipe especializada as analisa.

O VTMIS obtém informações de posicionamento geográfico e rastreabilidade das embarcações mesmo com condições meteoceanográficas adversas para a navegação. Por isso, permite ganho de eficiência e aumento da segurança. Ainda de acordo com o mesmo site, desde a implantação, em 2017, mais de quatro mil embarcações já passaram pelo porto. Para suportar esse volume, contar com o apoio dos softwares, sensores e radares é uma etapa fundamental.

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