Técnico de futebol no Brasil é sempre a bola da vez
Parece piada, mas técnico de futebol profissional no Brasil é uma das categorias que, em termos de relação trabalho/emprego, roda mais que saia de baiana em desfile de escola de samba. O clube contrata, oferece material de qualidade duvidosa e quer que o retorno seja brilhante e imediato, a ponto de ganhar título. A situação é mais ou menos assim: o dono da casa pega o um pedreiro indicado para fazer uns reparos, começando pelo telhado. Fornece telha de barro comprada na demolição, madeira cheia de cupim, prego enferrujado, o cara dá o jeito dele, entrega e serviço, recebe a grana e aí chove dentro. Já era. Perdeu.
Vaivém
Este exemplo pode não ser o caso de Felipão, porque o Palmeiras, de onde ele foi posto pra fora, tem material de certa qualidade. Não é uma equipe de se jogar fora. Até há pouco, o time vinha bem e suas peças – algumas de segunda – se encaixavam na engrenagem. Mas, em tudo na vida, além do desgaste natural, há a perda de interesse de parte ou das partes. No futebol, do outro lado estão treinadores que estudam o comportamento do adversário.
Estranho
Aí, começam os tropeços e as vitórias vão rareando, provocando insatisfação dos torcedores que, por sua vez, pressionam a cartolagem. Não precisa ser adivinhão para saber quem dança. Acertou quem disse que é o “incompetente professor”, que ganhou tudo, mas perdeu três. E o engraçado de toda essa história é que sempre o substituto é um demitido que viveu a mesma situação. Vai entender isso. Olha aí o Mano Menezes, demitido do Cruzeiro, no lugar de Felipão que contratou Rogério Ceni, vindo do Fortaleza. Não dá pra entender.
Treino
O timaço do Flamengo volta a campo neste sábado, às 17h, para enfrentar o Avaí, na capital brasileira, desfalcado de três importantes peças: Arrascaeta, na seleção uruguaia; Bruno Henrique, chamado por Tite; e Rodrigo Caio, suspenso. A partida no Mané Garrincha tem mando do adversário, o lanterninha da competição. Pela clareza da diferença entre os dois times, o torcedor, com certeza, espera ver mais que um treino que um jogo.
Aventura
Será muito difícil para o Vasco colocar um número considerável de torcedores em São Januário, suficiente para pagar as despesas. É que a partida está marcada para 11 horas da “madrugada” deste sábado. Com certeza, vai ter muita gente com cara de sono, mas os jogadores não podem cochilar, porque o adversário, Bahia, está ligadaço e muito a fim e subir na tabela.