Programa Rio Sem LGBTIfobia enfrenta atraso salarial e cobra estrutura permanente

Trabalhadores acumulam cerca de 90 dias sem salários, enquanto atendimento à população LGBTQIAPN+ segue ameaçado por precarização e instabilidade

Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia estão há cerca de 90 dias sem receber salários, situação que coloca em risco a continuidade de uma política pública voltada ao atendimento da população LGBTQIAPN+ no estado do Rio de Janeiro. A falta de pagamento compromete as condições de trabalho das equipes e afeta a manutenção dos serviços prestados pelos Centros e Polos de Cidadania LGBTI+.

Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia.
Audiência Pública na Alerj, realizada no dia 07/07/2026, discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. (DIVULGAÇÃO FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL)

O programa oferece acolhimento, atendimento psicossocial, orientação jurídica, encaminhamento à rede de proteção e acesso a políticas públicas para pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade. O governo assumiu o compromisso de regularizar os pagamentos, mas trabalhadores defendem que a medida seja acompanhada da consolidação definitiva do Rio Sem LGBTIfobia como uma política de Estado, com estrutura própria, financiamento estável e capacidade permanente de expansão.

Rio Sem LGBTIFOBIA

Em 2025, o Rio Sem LGBTIfobia realizou mais de 12 mil atendimentos por meio de 24 Centros e Polos de Cidadania LGBTI+ distribuídos pelo estado do Rio de Janeiro. 

Com cerca de 3.700 pessoas atendidas pela rede, o programa representa uma das principais portas de entrada para o acesso a direitos, proteção social e cidadania da população LGBTQIAPN+. O enfraquecimento dessa estrutura compromete o atendimento de milhares de pessoas que recorrem ao serviço em busca de acolhimento e suporte.

Precarização do Programa

A precarização das equipes afeta não apenas os direitos dos trabalhadores, mas também a continuidade e a qualidade do atendimento oferecido à população. Os profissionais defendem que não é possível manter uma política pública fortalecida sem a valorização da execução de seus trabalhos.

Os trabalhadores também defendem que a regularização dos salários seja acompanhada de uma decisão estrutural. A proposta busca garantir que o Rio Sem LGBTIfobia tenha financiamento permanente, estrutura própria e condições de ampliar sua atuação em todo o estado.

Leia mais: Encontro debate direitos LGBTQIA+ em Mangaratiba

Natalia Natalino

Jornalista, produtora audiovisual e fotógrafa formada pela UFRRJ.🏳️‍⚧️

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Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia.
Audiência Pública na Alerj, realizada no dia 07/07/2026, discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. (DIVULGAÇÃO FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL)