Faperj destaca pesquisa da UFRRJ sobre TDAH em Seropédica

Estudo avalia efeitos do exercício físico resistido e do metilfenidato em modelo animal e aponta resultados semelhantes em alguns aspectos

Pesquisas sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) realizadas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, foram destaque em publicação da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) nesta quinta-feira (13). Os estudos analisam os efeitos do treinamento físico resistido e do cloridrato de metilfenidato, princípio ativo da Ritalina, sobre sintomas comportamentais associados ao transtorno.

Equipe do Laboratório de Fisiologia e Desempenho Humano da UFRRJ; Roberto Victor, Anderson Silveira e Ana Késsia, respectivamente (FOTO DIVULGAÇÃO)

Os trabalhos são desenvolvidos no Laboratório de Fisiologia e Desempenho Humano (LFDH/UFRRJ) e orientados pelo professor Anderson Luiz Bezerra da Silveira, chefe do Departamento de Educação Física e Desportos. Em testes com roedores, os pesquisadores encontraram resultados que indicam efeitos semelhantes entre o exercício e o medicamento em alguns aspectos relacionados ao TDAH.

Pesquisa compara exercício e medicamento

Os experimentos utilizaram ratos da cepa SHR, que apresentam comportamentos semelhantes a características do TDAH, como déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade.

Os animais foram divididos em grupos para comparar os efeitos do treinamento físico, do cloridrato de metilfenidato e da combinação entre as duas estratégias. Os resultados indicaram que o exercício sozinho ou associado ao medicamento apresentou efeitos semelhantes aos da terapia medicamentosa isolada.

Entre os estudos está a pesquisa de Ana Késsia do Nascimento Gomes, realizada durante o mestrado e com bolsa Mestrado Nota 10 da Faperj. O trabalho avaliou os efeitos do treinamento resistido de alta intensidade sobre respostas comportamentais relacionadas ao TDAH.

Estudos ainda estão na fase experimental

Os pesquisadores destacam que os resultados ainda foram obtidos apenas em modelo animal. Os estudos não foram realizados clinicamente em seres humanos, portanto não permitem afirmar que os mesmos efeitos ocorrerão em pessoas com TDAH.

O protocolo utilizado envolveu exercícios anaeróbicos três vezes por semana durante 12 semanas, com sessões de 20 a 40 minutos. Uma das pesquisas utilizou exclusivamente ratas fêmeas para ampliar a investigação sobre o TDAH na população feminina.

Segundo os pesquisadores, os resultados abrem possibilidades para novas investigações sobre o papel da atividade física no tratamento do transtorno. Qualquer alteração no uso de medicamentos, porém, depende de avaliação e orientação médica.

A matéria da Faperj também cita outras iniciativas apoiadas pela instituição na área, incluindo a publicação do livro Propostas didáticas à luz da neurociência pedagógica para alunos com TDAH do Ensino Fundamental I.


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Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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Equipe do Laboratório de Fisiologia e Desempenho Humano da UFRRJ; Roberto Victor, Anderson Silveira e Ana Késsia, respectivamente (FOTO DIVULGAÇÃO)