Colégio Força Máxima: gestor da unidade em Seropédica se pronuncia após encerramento das atividades

Uma semana após encerramento das atividades, Júnior Prado afirma que gestão financeira estava sob responsabilidade do Grupo Força Máxima; CEO atribui problemas à administração local

Uma semana após o encerramento das atividades do Colégio Força Máxima em Seropédica, o gestor da unidade, Júnior Prado, se manifestou sobre o ocorrido em vídeo divulgado nas redes sociais. De acordo com ele, a escola, que nasceu do esforço e dedicação da fundadora para ajudar famílias locais, passou a ser gerida por seus filhos — Júnior e a irmã, Rayane Prado — para manter o projeto vivo. Em 2024, foi estabelecida uma parceria formal com o Grupo Força Máxima (GFM) sob a “promessa de transparência total sobre a situação financeira da unidade”. A partir de então, o Centro Educacional Alfredo Prado passou a ser franqueado do GFM, tornando-se a unidade do Grupo Força Máxima em Seropédica.

Gestor do Colégio Força Máxima em pronunciamento no Instagram.
Júnior Prado, gestor da unidade Seropédica, durante pronunciamento divulgado nas redes sociais (REPRODUÇÃO/INTERNET).

De acordo com o relato, em outubro de 2025 teria entrado em vigor um contrato no qual Jhonatan Pache, CEO do Grupo Força Máxima, assumia a responsabilidade integral pela gestão financeira e administrativa da escola, detendo o controle total sobre tomadas de decisão, pagamentos e a continuidade da operação escolar por um período previsto de dois anos. Ainda segundo Júnior, haveriam áudios de WhatsApp comprovando o conhecimento de Pache em relação à situação financeira da instituição e dos riscos de possíveis bloqueios caso as obrigações não fossem cumpridas.

Um dos pontos mais sensíveis do pronunciamento diz respeito a “ataques à imagem pessoal” e “tentativa de difamação em grupos de WhatsApp”, onde teriam sido citados supostos problemas psicológicos para descredibilizar Júnior Prado, o que ele classificou como “extremamente grave” e “atitudes que ultrapassam os limites profissionais e éticos”. No vídeo, ele anexou as imagens do que seriam trechos do contrato firmado entre a unidade de Seropédica e o Grupo Força Máxima, mas a reportagem não teve acesso à íntegra do documento nem confirmou de forma independente sua autenticidade e contexto completo, e o outro lado pode contestar a interpretação, validade ou contexto das cláusulas, que foram divulgadas unilateralmente.

Trechos do suposto contrato entre franqueador e franqueado (REPRODUÇÃO/INTERNET).

Já Jhonatan Pache pronunciou-se ainda na semana passada. O CEO do Grupo Força Máxima afirmou, na ocasião, que o GFM havia procurado alternativas para viabilizar a continuidade das atividades de forma responsável, mas concluiu, após análises realizadas em conjunto com os gestores da unidade, que não seria possível seguir com a operação. Ainda de acordo com Pache, a partir daquele momento, qualquer decisão de continuidade da escola passaria a ser de responsabilidade exclusiva do mantenedor local e não mais do GFM. “Por esse motivo, todas as informações relacionadas ao funcionamento da escola, equipe, pagamentos, calendário e continuidade das atividades devem ser tratadas diretamente com a direção local da unidade.”

O Grupo Força Máxima ofereceu uma alternativa aos responsáveis dos estudantes, sendo esta a transferência dos alunos para o Colégio ZeroHum com “tudo pago”, incluindo custos com matrícula e material escolar. Mas a alternativa, de acordo com o pai de dois alunos, se mostrou inviável para muitos, já que a distância entre o Força Máxima, que fica no Km42, e o ZeroHum, localizado no centro de Seropédica, é de quinze quilômetros. Um percurso especialmente difícil para os alunos com deficiência e neurodivergência, que numa situação de necessidade estariam distantes dos pais.

Ao Atual, Pache afirmou respeitar o legado de dona Fátima, que faleceu em abril de 2020 e foi a fundadora do Centro Educacional Alfredo Prado, por décadas uma referência na educação do município; mas criticou a gestão de Júnior, a quem classificou como “irresponsável” — os funcionários e professores da unidade Seropédica conviviam com atrasos de pagamentos, e a escola tinha dificuldades em honrar os compromissos dos meses seguintes —. No último dia 12, pais e responsáveis foram avisados do encerramento imediato das atividades numa reunião, com apenas um dia de antecedência.

Jhonatan Pache, CEO do Grupo Força Máxima, em pronunciamento divulgado no dia 12 (REPRODUÇÃO/INTERNET).

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Gestor do Colégio Força Máxima em pronunciamento no Instagram.
Júnior Prado, gestor da unidade Seropédica, durante pronunciamento divulgado nas redes sociais (REPRODUÇÃO/INTERNET).