Anvisa aprova remédio para tratar doença de Chagas em crianças

Novo registro amplia opções terapêuticas para pacientes menores de 18 anos diagnosticados com a infecção parasitária

A Anvisa aprovou o registro do Lampit (nifurtimox) para o tratamento da doença de Chagas em pacientes pediátricos de 0 a 17 anos. A autorização, publicada pela agência reguladora, inclui recém-nascidos com peso mínimo de 2,5 quilos e amplia as opções terapêuticas para essa faixa etária no Brasil.

A doença resulta da infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi; no Brasil, integra o grupo das chamadas doenças negligenciadas (FOTO REPRODUÇÃO)

O novo medicamento é indicado para crianças e adolescentes com diagnóstico da doença causada pelo Trypanosoma cruzi. A medida busca ampliar o acesso ao tratamento de uma infecção que pode permanecer sem sintomas durante anos e provocar complicações graves quando não recebe acompanhamento adequado.

Foco em pacientes pediátricos

Com o registro, profissionais de saúde passam a contar com uma nova alternativa para tratar a doença de Chagas em menores de 18 anos. A indicação contempla desde recém-nascidos que atendam ao peso mínimo estabelecido até adolescentes.

O Lampit é um antiparasitário. Seu mecanismo de ação promove a formação de substâncias que danificam o parasita, favorecendo sua eliminação do organismo durante o tratamento.

Doença afeta populações vulneráveis

A doença de Chagas resulta da infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi. No Brasil, ela integra o grupo das chamadas doenças negligenciadas, que recebem menor interesse para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas.

A infecção está associada a elevada carga de morbimortalidade. Além disso, costuma atingir populações em situação de maior vulnerabilidade social, o que dificulta o diagnóstico e o acesso ao tratamento em diferentes regiões.

Leia também: Vacina contra o HPV para jovens é prorrogada até dezembro

Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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A doença resulta da infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi; no Brasil, integra o grupo das chamadas doenças negligenciadas (FOTO REPRODUÇÃO)