Mulheres receberão alertas sobre aproximação de agressores

Programa prevê monitoramento eletrônico e acionamento imediato das forças de segurança em casos de descumprimento de medidas protetivas

O governo federal regulamentou o Programa Alerta Mulher Segura, que prevê o monitoramento eletrônico de agressores e o envio de alertas automáticos para mulheres protegidas por medidas judiciais sempre que houver aproximação indevida. A medida foi publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União e integra as ações de enfrentamento à violência doméstica e familiar.

Equipamentos de monitoramento emitirão alertas em tempo real para mulheres protegidas por medidas judiciais.
Equipamentos de monitoramento emitirão alertas em tempo real para mulheres protegidas por medidas judiciais (PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL).

A iniciativa regulamenta um dispositivo da Lei Maria da Penha e estabelece duas frentes de atuação: a utilização de tornozeleiras eletrônicas pelos agressores e a entrega de dispositivos portáteis de rastreamento às vítimas. Esses equipamentos permitirão a emissão de alertas em tempo real e o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco.

Segundo o decreto, a implementação será realizada em conjunto pelos órgãos de segurança pública, pelo sistema de Justiça e pelas redes de proteção às mulheres. A execução ficará sob responsabilidade dos estados e do Distrito Federal.

O modelo será estruturado por meio de centrais, núcleos regionais e polos de monitoramento. As centrais acompanharão os deslocamentos dos agressores e a observância das medidas protetivas, enquanto os polos serão responsáveis pela instalação e manutenção dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

Redução de risco de feminicídios

A adesão ao dispositivo de rastreamento será voluntária e dependerá da autorização expressa da vítima. O objetivo é ampliar a rede de proteção e reduzir o risco de feminicídios e de novas agressões.

O sistema também reunirá dados estatísticos sobre os casos, levando em consideração fatores como raça, etnia e deficiência, a fim de orientar políticas públicas de combate à violência contra a mulher.

Os recursos para a execução do programa virão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Fundo Penitenciário Nacional e dos próprios estados.

Leia também:

Prazo para cadastro de aquicultores é prorrogado para até dezembro

Richard Carrasco

Richard Carrasco é jornalista formado pela FACHA, com pós-graduação em Propaganda do Audiovisual na mesma instituição. Atua no Jornal Atual desde 2025 como redator e repórter.

Matérias relacionadas

Deixe um comentário

Botão Voltar ao topo



Equipamentos de monitoramento emitirão alertas em tempo real para mulheres protegidas por medidas judiciais.
Equipamentos de monitoramento emitirão alertas em tempo real para mulheres protegidas por medidas judiciais (PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL).