Fisioterapia pélvica: aliada essencial para a saúde e qualidade de vida

Especialidade ajuda no tratamento de incontinência urinária, dores pélvicas, disfunções sexuais e mais

Na mais recente edição do podcast Sextas de Saúde, apresentado por Paula Morisco, a Dra. Cinthia Levy, fisioterapeuta especialista em uroginecologia e obstetrícia, desmistificou a fisioterapia pélvica, revelando que esta especialidade vai muito além do tratamento de idosos ou gestantes. A área foca na reabilitação dos músculos do assoalho pélvico, que desempenham funções vitais para a rotina humana, incluindo a continência urinária e fecal, a função sexual e a estabilização do quadril e do tronco.

A fisioterapeuta Cinthia Levy destacou a importância da fisioterapia pélvica para a prevenção e o tratamento de diversas condições que afetam a qualidade de vida.
A fisioterapeuta Cinthia Levy destacou a importância da fisioterapia pélvica para a prevenção e o tratamento de diversas condições que afetam a qualidade de vida (FOTO: RICHARD CARRASCO).

Público mais amplo do que se imagina

Muitas pessoas associam a fisioterapia pélvica apenas à incontinência urinária em idosos, mas a Dra. Cinthia destaca que o público é vasto. Crianças podem se beneficiar em casos de “xixi na cama”, prisão de ventre ou dificuldades no desmame das fraldas. Homens, especialmente após cirurgias de câncer de próstata, buscam tratamento para incontinência e disfunção erétil. Já em adultos jovens, a fisioterapia atua em disfunções sexuais, como dor no ato sexual (dispareunia) ou contrações involuntárias que impedem a penetração (vaginismo).

Disfunções: fraqueza vs. tensão

A especialista explica que os problemas pélvicos não se resumem à fraqueza muscular. Existem dois estados principais:

  • Hipoatividade (Fraqueza): Pode causar escapes de urina (ao tossir ou rir), incontinência fecal e prolapsos (o famoso “órgão caído”).
  • Hiperatividade (Tensão excessiva): Músculos muito contraídos podem levar à prisão de ventre severa e dor crônica na região pélvica ou durante a relação sexual.

Para cada caso, a abordagem é diferente: enquanto a hipoatividade exige fortalecimento, a hiperatividade requer técnicas de relaxamento.

Tecnologia e técnicas no tratamento

A consulta de fisioterapia pélvica utiliza diversos recursos pedagógicos e terapêuticos. Entre eles, destacam-se:

  • Biofeedback: Instrumentos que permitem ao paciente visualizar, em tempo real, se está contraindo ou relaxando os músculos corretamente.
  • Eletroestimulação: Uso de correntes elétricas para ganhar consciência muscular ou tratar dores, podendo ser aplicada de forma não invasiva, inclusive em crianças.
  • Cones e Pesos Vaginais: Utilizados para o ganho de força muscular após a fase inicial de reabilitação.

A Dra. Cinthia reforça que o tratamento é profissional e respeitoso, buscando sempre o conforto do paciente para superar a vergonha e o tabu que cercam a região íntima.

Saúde materna e pós-parto

Na obstetrícia, a fisioterapia é recomendada a partir da 14ª semana de gestação. O foco é preparar o corpo para o peso da barriga, prevenir a diástase abdominal (abertura excessiva dos músculos da barriga) e auxiliar no parto, ensinando respirações e posições que facilitam o nascimento e evitam lacerações.

Acesso ao tratamento

A fisioterapia pélvica está cada vez mais acessível. Em Itaguaí, por exemplo, o serviço é oferecido tanto pela rede particular quanto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no cenário ambulatorial. A mensagem central da Dra. Cinthia Levy é clara: perder urina ou sentir dor não é normal em nenhuma fase da vida, e buscar ajuda profissional é o primeiro passo para recuperar a qualidade de vida

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Richard Carrasco

Richard Carrasco é jornalista formado pela FACHA, com pós-graduação em Propaganda do Audiovisual na mesma instituição. Atua no Jornal Atual desde 2025 como redator e repórter.

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A fisioterapeuta Cinthia Levy destacou a importância da fisioterapia pélvica para a prevenção e o tratamento de diversas condições que afetam a qualidade de vida.
A fisioterapeuta Cinthia Levy destacou a importância da fisioterapia pélvica para a prevenção e o tratamento de diversas condições que afetam a qualidade de vida (FOTO: RICHARD CARRASCO).