sexta-feira, outubro 22, 2021
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Uma década a serviço da engenharia naval brasileira

Itaguaí Construções Navais atua no Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil, maior projeto militar do país Incorporando conhecimentos e tecnologia que colocam o Brasil na linha de frente da indústria naval de defesa, ampliando sua capacidade de proteção da chamada Amazônia Azul, território marítimo brasileiro que se estende por cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, a empresa Itaguaí Construções Navais (ICN) completa 10 anos nesta quarta-feira (21), tendo sob a sua responsabilidade o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil, maior projeto militar do país. O Prosub se destaca como um projeto de Estado que além de prover autonomia na construção de submarinos para a Marinha, traz consigo o desenvolvimento de toda cadeia produtiva, através do arrasto tecnológico a partir da transferê

Itaguaí Construções Navais atua no Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil, maior projeto militar do país

Incorporando conhecimentos e tecnologia que colocam o Brasil na linha de frente da indústria naval de defesa, ampliando sua capacidade de proteção da chamada Amazônia Azul, território marítimo brasileiro que se estende por cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, a empresa Itaguaí Construções Navais (ICN) completa 10 anos nesta quarta-feira (21), tendo sob a sua responsabilidade o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil, maior projeto militar do país.

O Prosub se destaca como um projeto de Estado que além de prover autonomia na construção de submarinos para a Marinha, traz consigo o desenvolvimento de toda cadeia produtiva, através do arrasto tecnológico a partir da transferência de tecnologia militar entre a França e o Brasil, impulsionando a indústria naval de defesa, o desenvolvimento de novos mercados de trabalho e a geração de milhares de empregos com alta especialização técnica.

Dentro deste contexto, a ICN é a empresa responsável pela fabricação do primeiro submarino com propulsão nuclear da América Latina, alçando o Brasil ao seleto grupo de países construtores desse tipo de embarcação, hoje, representado por apenas seis países. Atualmente a ICN emprega mais de dois mil funcionários e constrói simultaneamente quatros submarinos convencionais, os mais modernos do mundo nesta categoria.

A ICN atua em duas linhas de produção, sendo a primeira na montagem interna das seções dos submarinos e a segunda na união e integração dos sistemas da embarcação, ambas realizadas em Itaguaí. A empresa se destaca como uma referência em gestão tecnológica, sendo responsável por absorver e reter a tecnologia francesa para assegurar a autonomia construtiva em todos os processos de construção dos submarinos, possibilitando que o submarino com propulsão nuclear seja inteiramente planejado e desenvolvido por brasileiros.

O trabalho da ICN em prol do aumento da capacidade de proteção da extensa área oceânica brasileira é estratégico para os interesses comerciais do país, já que a chamada Amazônia Azul abriga reservas do pré-sal e poços marítimos dos quais são extraídos cerca de 85% do petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzido no país. Além disso, por suas rotas marítimas o Brasil escoa mais de 95% de seu comércio exterior. Essa região sobre a qual o Brasil exerce soberania tem um enorme potencial de recursos, incluindo sua biodiversidade, recursos minerais e energéticos.

Uma trajetória de conquistas para Brasil

2009 – Início das obras do Complexo Naval de Itaguaí;

2011 – Corte da primeira chapa do Submarino Riachuelo, primeiro convencional do Prosub;

2012 – Início dos treinamentos de brasileiros na França;

2013 – Primeiras atividades industriais na Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas;

2015 –Programa de Gestão de Conhecimento, criado para retenção da tecnologia francesa;

2017 – Programa Especialistas, para capacitação de jovens talentos;

2018 – Lançamento do S40 Riachuelo: submarino convencional mais moderno do mundo;

2019 – Transferência das seções do S-BR2 Humaitá para o Estaleiro de Construção (ESC) e 10 Anos ICN.

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