UFRRJ inicia I Semana Mulheridades nesta segunda-feira (24)
Programação reúne cerca de 25 atividades sobre violência de gênero nos câmpus da universidade até 28 de agosto
A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) apresenta, de 24 a 28 de agosto de 2026, a I Semana Mulheridades, com o tema “Vozes que Rompem o Silêncio”. Organizada pela Coordenação da Política Institucional pela Diversidade, Gênero, Etnia/Raça e Inclusão (CPID), a iniciativa reúne cerca de 25 atividades entre debates, oficinas, cursos, atividades culturais e ações de acolhimento.

A abertura ocorre na segunda-feira (24), às 9h30, no Auditório Hilton Salles (P1), no campus Seropédica. A programação também inclui outras atividades presenciais e on-line nos câmpus de Nova Iguaçu e Três Rios, com discussões sobre violência de gênero, assédio na universidade, Lei Maria da Penha, masculinidades, equidade e direitos das mulheres.
Debate sobre assédio
Às 10h da segunda-feira (24), o campus Seropédica recebe a mesa “O Silêncio não é opção: prevenção e enfrentamento ao assédio na universidade”, no Auditório Hilton Salles (P1).
Às 16h, o campus Nova Iguaçu recebe a mesa-redonda “Tessituras Filosóficas Africanas nas Travessias do Sol: feminino e liberdade”, no Auditório da Pós-Graduação do Instituto Multidisciplinar (IM). A atividade inclui o lançamento do livro “Somos Sol Vivo: Ensaios Radicais sobre Experiência da Vida”.
Às 18h, o curso de extensão “Lei Maria da Penha: conhecer para prevenir, proteger e transformar” será realizado on-line, pelo Google Meet.
Lei Maria da Penha
Na terça-feira (25), às 9h, os Jardins do P1, no campus Seropédica, recebem um aulão de Yoga. Às 10h, o Auditório Hilton Salles terá a mesa “20 anos da Lei Maria da Penha: o rompimento do silêncio e a luta continuada no Brasil”.
Às 14h30, a sede do SINTUR, também no campus Seropédica, recebe a roda de conversa e oficina “Entre o Controle e o Cuidado: como apoiar e romper o silêncio”. A atividade será presencial, com possibilidade de formato híbrido.
Masculinidades em debate
Na quarta-feira (26), às 9h, a sede do SINTUR, no campus Seropédica, recebe a mesa “O Papel do Sindicato nos Casos de Violência contra a Mulher”. Às 10h, o Auditório Hilton Salles terá a palestra “O mapa da dor: onde a dor da alma fala pelo corpo”.
Às 14h, o Espaço de Convivência da ADUR, no campus Seropédica, recebe a oficina teatral “Teatro das Oprimidas: estética feminina contra a violência”.
No mesmo horário, o campus Nova Iguaçu recebe o curso “Mulheres transexuais e travestis nas políticas de cotas no Ensino Superior: desafios e perspectivas no Brasil e na América Latina”, no Instituto Multidisciplinar.
Também às 14h, o campus Seropédica terá o cine-debate “O menino que engoliu o choro”, no Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CTUR). Às 15h, o mesmo local recebe “O Silêncio dos Homens”. As duas sessões abordam a construção de masculinidades saudáveis e o combate à violência de gênero.
Às 18h, o campus Nova Iguaçu recebe a roda de conversa “Entre o Cuidado e a Resistência: ser mulher, mãe, docente e discente na universidade e na escola”, no Instituto Multidisciplinar.
Violência e equidade
Na quinta-feira (27), às 13h, o campus Seropédica recebe a mesa “Violência de gênero, políticas e universidade: desafios para a comunidade acadêmica”, no Auditório Marielle Franco.
Às 14h, o curso “Insubmissas Letras: Carolina Maria de Jesus e as mulheridades negras no humor e na crítica às normas do casamento” será realizado pelo Google Meet. No mesmo dia, haverá atendimento individual da “Escuta Acolhedora — Rede de Apoio e Proteção à Mulher”, também on-line e em horário flexível.
Às 15h, o campus Nova Iguaçu recebe o espetáculo teatral “A Cartomante”, no Auditório do Instituto Multidisciplinar. A apresentação é uma livre adaptação inspirada na obra de Machado de Assis.
Às 17h, o campus Três Rios recebe a roda de conversa “Respeito e equidade no campus: combatendo o assédio e as discriminações”, no Auditório do Instituto de Três Rios (ITR).
Às 19h, o Google Meet recebe a oficina “Respeito e Limites nas Relações”, destinada a discentes. Às 20h, o YouTube transmite a live “Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade”, com participação da psicanalista e escritora Maria Rita Kehl.
Encerramento
Na sexta-feira (28), às 14h, o Google Meet recebe a roda de debate “Espaços sem Neutro: gênero, apagamento e criatividade na arquitetura e tecnologia”.
Às 15h, a Sala do DCE, no campus Seropédica, recebe a roda de conversa e oficina de cartazes “A organização feminina e a luta por direitos: os movimentos como forma de resistência”.
Às 17h, o campus Nova Iguaçu recebe a mesa de encerramento “Qual o papel dos homens na luta contra a violência de gênero”, no Auditório do Instituto Multidisciplinar.
A programação termina às 20h com a live “Não é só Sororidade, é Dororidade”, transmitida pelo YouTube, com participação da professora Vilma Piedade. O atendimento da “Escuta Acolhedora — Rede de Apoio e Proteção à Mulher” também estará disponível on-line, em horário flexível.
Cenário da violência
Segundo dados apresentados pela organização, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, enquanto o estado do Rio de Janeiro contabilizou 104 vítimas.
A CPID também aponta a ocorrência de assédio sexual, importunação sexual e outras formas de violência de gênero na comunidade universitária. As atividades foram organizadas para discutir prevenção, acolhimento e enfrentamento dessas situações.
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