TSE cria conselho para monitorar uso de inteligência artificial nas eleições

Grupo de especialistas auxiliará no monitoramento de fake news, deepfakes e outras formas de manipulação digital

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026, grupo que ficará responsável por acompanhar a disseminação de informações falsas e o uso indevido de ferramentas de inteligência artificial durante o processo eleitoral.

TSE criou um conselho consultivo para acompanhar a disseminação de desinformação e o uso de inteligência artificial durante as eleições de 2026.
Tribunal Superior Eleitoral criou um conselho consultivo para acompanhar a disseminação de desinformação e o uso de inteligência artificial durante as eleições de 2026 (REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL).

A medida foi oficializada nesta sexta-feira (7) e integra o conjunto de ações da Justiça Eleitoral voltadas à proteção da integridade das eleições e ao fortalecimento da confiança da população no sistema eleitoral. O colegiado terá caráter consultivo e prestará assessoria direta ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

Entre as atribuições do conselho estão o monitoramento da circulação de conteúdos falsos ou manipulados, a análise do impacto das novas tecnologias sobre o processo eleitoral e a elaboração de propostas para aperfeiçoar as estratégias de enfrentamento à desinformação. O grupo também poderá sugerir parcerias entre a Justiça Eleitoral, universidades, empresas de tecnologia e organizações da sociedade civil.

A preocupação do tribunal se concentra principalmente no avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa, capazes de produzir vídeos, áudios e imagens manipulados, conhecidos como “deepfakes”. O receio é que esse tipo de conteúdo seja utilizado para influenciar eleitores ou comprometer a credibilidade das instituições.

Outras iniciativas já foram criadas

O novo órgão deverá atuar em conjunto com outras iniciativas já implementadas pelo TSE, como o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (Ciedde), criado em 2024 para ampliar o combate à disseminação de informações falsas durante as campanhas eleitorais.

Segundo o tribunal, os especialistas participantes trabalharão de forma voluntária e terão a missão de produzir estudos, pareceres e recomendações destinados a fortalecer a transparência e a segurança do processo eleitoral brasileiro.

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Richard Carrasco

Richard Carrasco é jornalista formado pela FACHA, com pós-graduação em Propaganda do Audiovisual na mesma instituição. Atua no Jornal Atual desde 2025 como redator e repórter.

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Tribunal Superior Eleitoral criou um conselho consultivo para acompanhar a disseminação de desinformação e o uso de inteligência artificial durante as eleições de 2026 (REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL).