Gêmeos, engenheiros e colegas de trabalho
Henrique e Eduardo nasceram com dois minutos de diferença, construíram trajetórias profissionais semelhantes e hoje trabalham na mesma empresa, em Itaguaí
Os irmãos gêmeos Carlos Eduardo Marques Dias e Carlos Henrique Marques Dias escolheram a Engenharia Mecânica como profissão e seguiram praticamente o mesmo caminho desde os primeiros passos na área. A paixão pela mecânica surgiu ainda na infância, observando o pai consertar objetos e fazê-los voltar a funcionar. Os dois fizeram juntos o curso de Jovem Aprendiz no Senai, seguiram para o curso técnico e chegaram à faculdade, onde também concluíram a graduação. Atualmente, os irmãos trabalham no mesmo departamento de Planejamento e Controle da Manutenção (PCM) do Porto Sudeste, em Itaguaí, mas atuam em áreas diferentes. Carlos Eduardo é engenheiro de manutenção mecânica, na Coordenação de Engenharia de Confiabilidade, enquanto Carlos Henrique é engenheiro de materiais, na Coordenação de Materiais.

Trajetória lado a lado
Apesar da semelhança física e de caminhos profissionais muito parecidos, os irmãos têm personalidades bem diferentes. “Henrique é uma pessoa mais séria e objetiva, enquanto eu me considero um pouco mais descontraído e flexível. Apesar de seguirmos caminhos bem parecidos e até escolhido a mesma profissão, sempre tivemos nossos próprios interesses e maneiras de enxergar as situações. No trabalho, isso acaba sendo positivo, porque conseguimos trocar ideias e contribuir de formas diferentes. Temos uma relação de muita parceria e, ao mesmo tempo, sabemos respeitar o espaço e as características um do outro”, afirma Carlos Eduardo.
Aprendizado mútuo
Carlos Henrique acentua o perfil de ambos. “Desde pequenos, sempre fomos muito próximos, mas nunca tivemos a necessidade de fazer tudo do mesmo jeito. Cada um tem uma forma diferente de pensar e de lidar com as situações da vida pessoal e profissional. Hoje, estarmos no mesmo departamento permite essa troca e a contribuição de perspectivas diferentes para o trabalho, além da oportunidade de aprender um com o outro”, destaca ele.
Respeito ao espaço individual
Dividir o mesmo ambiente profissional também exige separar a relação familiar da profissional. Para os dois, porém, isso nunca foi um problema. O espaço individual é respeitado e a experiência ajudou a construir essa dinâmica. Longe do expediente, os dois também compartilham alguns interesses. Gostam de assistir a animes e frequentar a academia juntos, mas também têm atividades de que cada um gosta separadamente. Para os dois, é justamente essa combinação que faz a convivência funcionar: muitas coisas em comum, mas respeito pelas diferenças. E, se ainda restar alguma dúvida sobre quem é quem, há uma curiosidade que ajuda a diferenciar os irmãos. Eduardo não tem tatuagens, enquanto Henrique tem algumas. Um pequeno detalhe em meio a tantas semelhanças.
Leia também: Aterro de Seropédica produz biometano para abastecer caminhões da Comlurb








