Aterro de Seropédica produz biometano para abastecer caminhões da Comlurb

Combustível gerado pela decomposição dos resíduos já abastece carretas e caminhões, além de atender indústrias e postos no estado

O Aterro Sanitário de Seropédica passou a produzir biometano a partir do biogás gerado pela decomposição dos resíduos recebidos diariamente. O combustível já abastece parte da frota de transporte de lixo e 100 caminhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), usados na coleta domiciliar no Rio de Janeiro. A informação é de reportagem do G1 publicada nesta quarta-feira (16).

Aterro passou a produzir biometano a partir do biogás gerado pela decomposição dos resíduos recebidos diariamente (FOTO REPRODUÇÃO)

Atualmente, 10% das 60 carretas responsáveis pelo transporte dos resíduos operam exclusivamente com o novo combustível, e a expectativa é adaptar toda a frota até o fim de 2026. A substituição do diesel pelo biometano pode evitar a queima de 615 mil litros do derivado de petróleo por mês.

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Como o biometano é produzido

O Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) Rio, em Seropédica, recebe cerca de 10 mil toneladas de resíduos por dia, a maior parte deles materiais orgânicos, como restos de alimentos. A decomposição dessa matéria libera biogás, capturado por uma rede de tubulações instalada no aterro e conduzido a uma unidade de tratamento.

Ali, outros componentes são removidos e o metano é purificado até se transformar em biometano, que é armazenado em cilindros antes de seguir para os pontos de consumo. O CTR Rio produz atualmente o maior volume de gás de aterro do país.

Onde o combustível é usado

Além de movimentar a frota de coleta e transporte de resíduos, o biometano produzido em Seropédica abastece sete indústrias e é vendido a 26 postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro.

O produto pode ser usado em veículos originalmente preparados para Gás Natural Veicular (GNV), desde que recebam as adaptações necessárias, e também tem aplicação industrial.

Potencial de expansão

A estrutura de resíduos do CTR Rio já soma 90 metros de altura após 15 anos de operação. Como a decomposição da matéria orgânica é contínua, a geração de biogás tende a se manter, o que pode ampliar a produção de biometano nos próximos anos.

A troca do diesel pelo novo combustível também deve reduzir a emissão de fumaça preta e fuligem associada aos veículos movidos a óleo diesel.


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Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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