domingo, agosto 14, 2022
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Porto Sudeste faz operação de double banking pela primeira vez

Mais eficiente e com menos custos, procedimento consiste em transferir petróleo de um navio a outro, com ambos atracados no píer

O Porto Sudeste, porto privado instalado na Ilha da Madeira, em Itaguaí, concluiu na terça-feira (12) a primeira operação de granéis líquidos no terminal por meio de double banking. A transferência de 950 mil barris de óleo cru do navio tanque Live Knutsen para o exportador Moscow Spirit durou cerca de 24 horas. A Marinha do Brasil, Delegacia da Capitania dos Portos de Itacuruçá, Autoridade Portuária e Aduana do Porto de Itaguaí acompanharam o processo.

Fabiana Durant, Gerente de Operação com Granéis Líquidos do Porto Sudeste, comemorou o feito: “A primeira operação foi bem-sucedida, com eficiência e 100% segura operacionalmente. Já temos um gasoduto para os próximos meses. É mais um portfólio de cargas que integramos ao cenário regional, firmando ainda mais o Porto Sudeste como um terminal multicargas”.

Durant continuou: “Nacionalmente, representa mais uma opção de logística para a infraestrutura do país. O próximo passo é aumentar nossas operações e torná-las relevantes não apenas para o Estado do Rio de Janeiro, mas para todo o Brasil”.

MAIS EFICIÊNCIA, MENOS CUSTOS

A operação de double banking, também chamada de transbordo a contrabordo, consiste na transferência de petróleo entre navios atracados em um píer, um ao lado do outro. A modalidade é diferente da conhecida como “ship to ship”, que acontece quando embarcações estão em alto-mar. O primeiro navio atraca ao cais e, sem seguida, o segundo navio atraca a contrabordo da primeira embarcação.

O Live Knust e o Moscow Spirit alinhados para transferência de óleo cru: baixa variação de maré no local onde fica o Porto é um dos requisitos que facilitam o procedimento (Divulgação/Porto Sudeste)

De acordo com especialistas, o procedimento garante maior eficiência ao transporte do petróleo que é explorado em alto-mar por evitar longos deslocamentos dos navios e reduzir custos operacionais.

A prática exige condições geoclimáticas específicas para que haja êxito. Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste, explicou: “Nossa localização em águas abrigadas e com baixa variação de maré permite que a operação de transbordo a contrabordo seja realizada de forma segura, sem interferências causadas por variações climáticas”.

A prática cresce gradativamente com o aumento da produção de petróleo no Brasil. Segundo as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a produção nacional de petróleo deve saltar 53,8% até 2031, passando de 3,36 milhões de barris/dia para 5,17 milhões. A previsão é que dois terços da produção nacional seja exportada em 2031.

(Matéria de Guilherme Natalino, sob supervisão)

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