sábado, outubro 16, 2021
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Itaguaí: uma cidade tomada pelo lixo

Sem coleta de lixo há pelo menos duas semanas, moradores ameaçam despejar o lixo na porta da prefeitura Coroa Grande, Vila Geny,  Vila Margarida, Monte Serrat são alguns dos diversos bairros de Itaguaí que continuam a sofrer os descasos na gestão Charlinho, especialmente no que se refere ao serviço de limpeza pública. A falta de coleta de lixo no município é um problema que parece estar longe de se resolver. Constantemente chegam à redação do ATUAL reclamações de moradores de diversos bairros, com acentuada indignação em relação aos problemas na coleta regular do lixo. De acordo com os relatos, há pelo menos duas semanas a empresa responsável por recolher o lixo deixou de realizar um serviço que era feito pelo menos três vezes por semana. EM ALGUNS locais de Itaguaí, o acúmulo de lixo ocupa parte de uma calça

Sem coleta de lixo há pelo menos duas semanas, moradores ameaçam despejar o lixo na porta da prefeitura

Coroa Grande, Vila Geny,  Vila Margarida, Monte Serrat são alguns dos diversos bairros de Itaguaí que continuam a sofrer os descasos na gestão Charlinho, especialmente no que se refere ao serviço de limpeza pública. A falta de coleta de lixo no município é um problema que parece estar longe de se resolver.

Constantemente chegam à redação do ATUAL reclamações de moradores de diversos bairros, com acentuada indignação em relação aos problemas na coleta regular do lixo. De acordo com os relatos, há pelo menos duas semanas a empresa responsável por recolher o lixo deixou de realizar um serviço que era feito pelo menos três vezes por semana.

Os moradores estão sentindo na pele, e no nariz, os efeitos da falta de coleta. Segundo as denúncias, o acúmulo de lixo pelos logradouros vem atraindo animais e insetos vetores de doenças “Está muito difícil essa situação. As moscas estão tomando conta da cidade”, escreveu uma moradora, utilizando uma rede social.

Também numa rede social, o vereador Genildo Gandra se pronunciou sobre o descaso. “É inadmissível um município como o nosso não ter um sistema regular de coleta de lixo. Como vereador, tenho feito a minha parte: fiscalizando os desmandos desse desgoverno. Infelizmente, sou minoria na Câmara, mas isso não impede de continuar lutando pela cidade”, disse o parlamentar em sua publicação.

A manifestação do parlamentar não demorou a suscitar comentários a respeito do problema. “Aqui na minha rua não está passando. Nos dias certos eu coloco o lixo para fora, mas depois, mais tarde, tenho que recolher tudo de novo para dentro do meu quintal. Que absurdo isso! Com isso, estamos a mercê dos ratos circulando no quintal”, esbravejou uma moradora, repercutindo o comentário de Genildo.  

Na tarde desta quarta-feira (16), o ATUAL registrou um acúmulo de lixo durante toda a extensão da Rua São Paulo, no bairro Monte Serrat.  Além do amontoado de sacos de lixo, as atividades de capina e roçada também estão irregulares. Em alguns locais, como a Travessa São Francisco Xavier, o mato alto chama a atenção de quem passa pelo local.

O ATUAL flagrou acúmulo de lixo em toda extensão da Rua São Paulo, no bairro Monte Serrat

Sem informações sobre quando a coleta de lixo será normalizada no município, há quem ameace até a adotar uma atitude pra lá de radical. “Pagamos impostos. Acho que a solução será a de deixar na porta da prefeitura. Fica mais fácil pra eles”, acentuou uma moradora.

Os perigos que o lixo traz

Um texto publicado no site www.maisequilibrio.com.br dá bem uma ideia do perigo a que estão sujeitos os moradores obrigados a conviver com montanhas de lixo próximas de suas casas por causa dos problemas ocasionados pela falta de coleta e de limpeza urbana. Além dos produtos descartados inadequadamente nas vias públicas ou em logradouros irem parar em bueiros, impedindo o adequado escoamento das águas pluviais, o lixo também pode gerar chorume, um líquido altamente tóxico, que pode contaminar a água e o solo.

Ainda de acordo com a página na internet, as montanhas de lixo ainda podem servir de abrigo e alimento para animais, servindo como criadouros de vetores de doenças como leptospirose, peste bubônica e tifo, causadas pelos ratos; além de febre tifóide e cólera, causadas por baratas; e malária, febre amarela, dengue, leishmaniose e elefantíase, transmitidas por moscas, mosquitos e pernilongos, como explica o professor Marçal Rizzo, assistente na Universidade Federal do Mato Grosso e doutorando em Geografia na área de Dinâmica e Gestão Ambiental.

RENATO REIS

renato.reis@jornalatual.com.br

VINICIO DA MATTA

vinicio.damatta@jornalatual.com.br

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