terça-feira, janeiro 18, 2022
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Inea promove encontro científico do Parque Estadual Cunhambebe e APA Mangaratiba

Evento on-line pelo YouTube teve palestras e debates sobre biodiversidade, turismo sustentável, gestão ambiental e políticas públicas

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu, nos dias 1º e 2, o primeiro Encontro Científico Parque Estadual Cunhambebe e Área de Proteção Ambiental Estadual de Mangaratiba. O evento on-line, transmitido pelo YouTube do órgão, contou com palestras e mesas redondas que debateram temas como biodiversidade marinha e terrestre, governança e conflitos socioambientais, turismo sustentável, gestão ambiental e políticas públicas na área. A iniciativa foi organizada pelo Conselho Consultivo do Parque Estadual Cunhambebe e da APA de Mangaratiba, com apoio do Núcleo de Pesquisa do Inea e da Gerência de Unidades de Conservação. 

As unidades de conservação têm por objetivo principal proteger os componentes bióticos no próprio local e conservar a variedade dos ecossistemas, das espécies e dos genes, além das interações biológicas e os processos climáticos naturais e evolutivos imprescindíveis à vida. O Parque Estadual Cunhambebe, com área de 38.053 que abrange os municípios de Rio Claro, Angra dos Reis, Mangaratiba e Itaguaí, tem esta missão, buscando assegurar a preservação de remanescentes da Mata Atlântica sul fluminense da Serra do Mar, permitindo a conectividade com o Parque Nacional da Bocaina e a Reserva Biológica do Tinguá.

Já a APA Mangaratiba, além de proteger remanescentes da Mata Atlântica do município com o mesmo nome, protege também áreas de preservação permanente como o manguezal de Itacuruçá, parte da Restinga de Marambaia e algumas ilhas oceânicas, além de importante patrimônio histórico cultural do período imperial. A gestão desses espaços protegidos é complexa e demanda vários processos e recursos, e é neste contexto que a ciência tem papel significativo, colaborando com a ampliação do conhecimento sobre essas unidades, a gestão e diversos atores, com ações e estudos que permitem fazer cumprir satisfatoriamente a função para a qual foram criadas estas áreas protegidas.

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