sábado, junho 25, 2022
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Agência Internacional vai analisar pedido de produção de combustível para o submarino nuclear brasileiro

Solicitação é importante para continuidade da construção, em Itaguaí, do submarino com propulsão nuclear

O Brasil iniciou as conversações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) com o objetivo de permitir o uso de combustível nuclear no primeiro submarino movido por energia atômica do país.

As informações são da agência de notícias Reuters.

O projeto tem desenvolvimento em Itaguaí, nas dependências da Marinha, e também na Nuclep. Os outros submarinos da Classe Riachuelo, movidos a diesel, comprado aos franceses, já estão em plena construção. Há dois prontos (Riachuelo e Humaitá) e outros dois ainda em fase de implementação de peças (Tonelero e Angostura). O diretor geral da agência nucelar da ONU, Rafael Grossi, já está ciente da intenção do Brasil: ter no seu arsenal um submarino de propulsão nuclear sob um contrato com a empresa de defesa francesa Naval Group. A unidade vai receber o nome de SN Álvaro Alberto (SN-BR).

USO DE MATERIAL NUCLEAR

Até agora, nenhuma parte do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, como o Brasil, adquiriu um submarino nuclear, além dos cinco membros permanentes (P5) do Conselho de Segurança da ONU, também conhecido como países que têm armas nucleares: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Os submarinos movidos a energia nuclear, que podem permanecer submersos e no mar por muito mais tempo do que outros, representam um desafio particular de proliferação, porque operam fora do alcance dos inspetores da AIEA.

Rafael Grossi, diretor da ONU para assuntos nucleares, disse que pedido do Brasil está em consideração e é importante (Agência Brasil)

“Outro desenvolvimento importante está relacionado à comunicação formal do Brasil para iniciar discussões com a Secretaria da AIEA sobre um arranjo de procedimentos especiais para o uso de material nuclear sob salvaguardas na propulsão nuclear e na operação de submarinos e protótipos”, disse Grossi em declaração para uma reunião trimestral do Conselho de Governadores da AIEA.

A medida é semelhante ao que fizeram no ano passado Estados Unidos, Reino Unido e Austrália (trio de países apelidado de Aukus), em planos para a Austrália de adquirir submarinos nucleares. Austrália e Brasil não têm armas nucleares. O único país fora do chamado P5 a ter um submarino nuclear é a Índia, que possui armas nucleares, mas não é signatária do TNP e, portanto, não está sujeita a verificações e inspeções abrangentes da AIEA.

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