Itaguaí celebra 70 anos de Grande Sertão: Veredas com espetáculo “Riobaldo”
Projeto cultural traz adaptação teatral da obra-prima de Guimarães Rosa e atividades educativas para escolas e espaços públicos da cidade
Com o objetivo de aproximar o público da literatura brasileira e celebrar as sete décadas de um dos maiores clássicos da língua portuguesa, a cidade de Itaguaí recebe uma programação artística especial entre os dias 3 e 6 de março de 2026: Riobaldo, uma peça teatral inspirada em “Grande Sertão: Veredas“romance fundamental do escritor mineiro João Guimarães Rosa, publicado em 1956.

A montagem integra o projeto “Grande Sertão: Veredas – 70 anos de Travessia”, idealizado para celebrar o legado da obra de Guimarães Rosa por meio de diferentes linguagens culturais. O espetáculo será apresentado com entrada gratuita no Centro de Memória dos Povos Originários e Tradicionais da Costa Verde, no Shopping PátioMix.
Programação diversificada
A programação em Itaguaí foi pensada tanto para público geral quanto para estudantes e entusiastas da literatura. Às 14h de terça-feira (3) ocorre apresentação do espetáculo, seguida de roda de conversa sobre o universo da obra; no mesmo horário no dia seguinte, o público confere “No Meio do Redemoinho”, no Colégio Estadual José Maria de Brito Brasil-Japão. À noite, âs 18h, haverá oficina teatral com foco na dramaturgia inspirada no texto literário.
Às 14h de quinta (5), o espetáculo “O Julgamento de Zé Bebelo” será exibido no CIEP 368 João Conceição Canuto, e na sexta (6), a semana será encerrada com visita guiada e bate-papo sobre a obra no Centro de Memória, às 17h00.
Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público, reforçando a proposta de democratizar o acesso à cultura e convidar a comunidade a refletir sobre os temas complexos do romance, como o amor, a dualidade entre o bem e o mal, e as travessias humanas narradas pelo personagem principal.
Palavras que se tornam experiências
Publicado em 1956, “Grande Sertão: Veredas” acompanha a narrativa do jagunço Riobaldo Tatarana sobre suas experiências no sertão mineiro, um território simbólico onde questões existenciais, dicotomias morais e relações humanas se entrelaçam num discurso que vai além do regionalismo e alcança sentido universal.
A adaptação teatral apresentada em Itaguaí é apenas uma das formas de aproximar novos públicos dessa narrativa densa e emblemática, que segue viva na literatura, nas artes e no imaginário cultural brasileiro 70 anos após sua publicação.
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