Uma rede que conecta porto, empresas e comunidade

Voluntariado do Porto Sudeste envolve empresas parceiras e transforma a colaboração em benefícios para a comunidade de Itaguaí

O voluntariado vem ganhando novos participantes na Ilha da Madeira, em Itaguaí. Empresas que prestam serviços para o Porto Sudeste também passam a integrar uma rede de ações sociais voltada aos moradores da região. O movimento mostra que, aos poucos, o voluntariado deixa de ser uma ação pontual e passa a fazer parte do dia a dia de quem atua no porto. A Rede de Voluntários do Porto Sudeste reúne trabalhadores, moradores e empresas parceiras em ações voltadas às demandas locais. Uma das novas integrantes da Rede é a Plamont, empresa de engenharia que atua no terminal. A companhia passou a apoiar atividades gratuitas promovidas pela Rede na Casa Porto, espaço comunitário mantido pelo Porto Sudeste na Ilha da Madeira.

Dois homens lutando
O curso de defesa pessoal é uma das atividades realizadas na Casa Porto, na Ilha da Madeira (FOTOS DIVULGAÇÃO)

Nova parceria

A nova parceria viabilizou a oferta de novas atividades como aulas de jiu-jítsu para crianças e adolescentes, defesa pessoal para mulheres a partir de 16 anos e dança de salão para jovens e adultos. Para os diretores da Plamont Diego Pina, que comanda Operações Sul e Sudeste, Oscar Wruck Júnior, da área comercial, a participação na Rede aproxima a atuação empresarial das necessidades dos territórios. “Apoiar iniciativas que geram valor real na vida das pessoas dos territórios onde a Plamont atua faz parte dos nossos valores. A parceria com a Rede de Voluntários do Porto Sudeste reafirma e concretiza o nosso compromisso de promover autoestima, segurança e bem-estar para a comunidade da Ilha da Madeira, e está diretamente conectada ao propósito do nosso Programa Engenharia de Oportunidades”, comentam.

Casais dançando no salão
Os benefícios da dança para a saúde e a mobilidade tornaram-se atrativos para moradores locais

Projetos na Casa Porto

Esse movimento também marca a trajetória da moradora de Itaguaí Débora Botelho. Além de participar como voluntária nos eventos, ela também frequenta as atividades oferecidas na Casa Porto. “Busco sempre participar de iniciativas que realmente funcionam e geram resultados práticos para a comunidade, como os projetos desenvolvidos na Casa Porto. A escolha por fazer as aulas de dança e defesa pessoal atende ao desejo de manter essa proximidade contínua. Isso somado aos benefícios da dança para a saúde e a mobilidade. A defesa pessoal resgata uma prática da minha época como segurança privada. É importante estarmos preparados para nos defender caso seja necessário, embora a expectativa seja nunca precisar recorrer a isso”, comenta.

Compreensão de demandas

A proximidade com a realidade local é um dos fatores que garantem a eficiência das ações. Com 70% dos trabalhadores próprios e terceirizados do terminal residentes em Itaguaí, a vivência diária na região assegura que as demandas comunitárias sejam compreendidas com clareza e atendidas por meio de parcerias sólidas e transparentes. A adesão da Plamont exemplifica um efeito multiplicador que o Porto Sudeste busca estimular entre seus parceiros. Na prática, a cultura do voluntariado se espalha pelo terminal. O relacionamento que começa no ambiente de trabalho passa a gerar projetos para além da operação portuária, envolvendo diferentes organizações em torno do objetivo de promover melhorias concretas na sociedade.

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Renato Reis

Renato Reis é bacharel em Comunicação Social, graduado em Jornalismo pela Universidade Gama Filho e atua como editor da edição digital do Jornal Atual.

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