Show de Shakira consolida sucesso do formato “Todo Mundo no Rio”

Megashow em Copacabana reúne milhões e reafirma estratégia da cidade como vitrine global da música

O show de Shakira, no sábado (2), reuniu cerca de 2 milhões de pessoas na Praia de Copacabana e reforçou a consistência do modelo “Todo Mundo no Rio“. A terceira edição do evento manteve patamar semelhante ao dos anos anteriores, o que prova a capacidade de mobilização da iniciativa, já firmada como marco do calendário cultural da cidade até 2028.

Com 2 milhões de pessoas em Copacabana, show de Shakira foi a terceira edição do "Todo Mundo no Rio"; Prefeitura do Rio já confirmou o evento para 2027 e 2028 (FOTO FERNANDO SCHLAEPFER)

A apresentação da artista colombiana também evidenciou o amadurecimento da proposta baseada em atrações internacionais de peso, acesso gratuito e robusto investimento logístico. O município do Rio tem utilizado os megashows anuais, próximos ao feriado do dia 1º de maio, como instrumento de projeção global e estímulo à economia local.

Planejamento e impacto econômico

O público de Shakira ficou abaixo do recorde de Lady Gaga, que se apresentou para 2,1 milhões de pessoas em 2025, mas ainda dentro de uma margem considerada sólida para espetáculos dessa escala. A sequência de realizações com alta audiência fez com que a Prefeitura do Rio já confirmasse versões para os próximos dois anos. A garantia antecipada oferece previsibilidade ao setor turístico e atrai patrocinadores com maior antecedência.

A estimativa apresentada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico é de que um número próximo a R$ 800 milhões foram movimentados na cidade no último final de semana. O “Todo Mundo no Rio” carrega peso econômico, em especial pelo potencial de gerar demanda fora de datas tradicionais, como o Carnaval. Por outro lado, os ganhos tendem a se concentrar em áreas específicas, sobretudo na Zona Sul.

Segurança e projeção internacional

A edição de 2026 ampliou a infraestrutura com palco maior e uso intensivo de tecnologias, como reconhecimento facial, drones, helicópteros e detectores de metais em 18 pontos de bloqueio. O resultado foi de 115 ocorrências registradas, queda de 52% em relação ao show de Lady Gaga (2025) e de 54% em relação ao de Madonna (2024). Segundo as autoridades, nenhum dos incidentes deste ano foi considerado grave.

Veículos de mídia internacionais destacaram tanto o volume da plateia quanto o simbolismo de Copacabana como palco a céu aberto. A confirmação de novas edições em 2027 e 2028 reflete a intenção de consolidar essa exposição de forma contínua. A próxima atração ainda não foi anunciada. Porém, nos bastidores, o critério declarado pela prefeitura é manter o padrão de artistas com capacidade de lotar estádios em turnês globais.

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Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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Com 2 milhões de pessoas em Copacabana, show de Shakira foi a terceira edição do "Todo Mundo no Rio"; Prefeitura do Rio já confirmou o evento para 2027 e 2028 (FOTO FERNANDO SCHLAEPFER)