quarta-feira, outubro 27, 2021
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Miroca, um dos pais do Bloco da Burrinha, morre aos 74 anos

Ademir Melo da Costa Neto morre após sofrer enfarto na tarde do dia 24. Ele estava em casa e foi levado ao hospital Municipal São Francisco Xavier, aonde veio a falecer por volta das 16h20.

Miroca, como era chamado pelos amigos, foi um dos fundadores do Bloco da Burrinha de Itaguaí no início da década de 1970. O bloco carnavalesco mais antigo da cidade veio a existir por todos esses anos graças ao Miroca – nos últimos anos ajudado por seu filho Rodrigo Dias da Costa, após ser constatado com mal de Parkinson – que estava a frente da organização e mantinha a concentração do bloco no bar de sua propriedade, situado na Rua Coronel Freitas, próximo à Quadra Municipal.

O advogado Horácio Pessoa, também escritor e compositor, conhecia de perto a rotina do Bloco da Burrinha. Vizinho do Bar do Miroca, Horácio chegou a compor 10 sambas enredo pa

Ademir Melo da Costa Neto morre após sofrer enfarto na tarde do dia 24. Ele estava em casa e foi levado ao hospital Municipal São Francisco Xavier, aonde veio a falecer por volta das 16h20.

Miroca, como era chamado pelos amigos, foi um dos fundadores do Bloco da Burrinha de Itaguaí no início da década de 1970. O bloco carnavalesco mais antigo da cidade veio a existir por todos esses anos graças ao Miroca – nos últimos anos ajudado por seu filho Rodrigo Dias da Costa, após ser constatado com mal de Parkinson – que estava a frente da organização e mantinha a concentração do bloco no bar de sua propriedade, situado na Rua Coronel Freitas, próximo à Quadra Municipal.

O advogado Horácio Pessoa, também escritor e compositor, conhecia de perto a rotina do Bloco da Burrinha. Vizinho do Bar do Miroca, Horácio chegou a compor 10 sambas enredo para a Burrinha que, segundo ele, tinha como foco denunciar com humor as mazelas da cidade. Quanto ao Miroca, ele comenta “Ademir foi uma pessoa boa, serena. Foi uma perda para nós, como pessoa humana, itaguaiense. Todos estão sentidos com o passamento dele. O conheço há mais de 40 anos. Ele abriu o bar no final dos anos 70. Seu bar foi fundamental para a manutenção do bloco. Lembro que um mês antes já estavam preparando tudo, aquecendo com a bateria. Tudo de uma forma improvisada que sempre funcionava”.

Rodrigo registra com emoção que tinha Miroca como herói: “Meu pai era um herói, meu herói. Ajudava todo mundo. Não sentia amargor de ninguém. Era calmo, sempre… que eu saiba,  não tinha inimigo nenhum. A vida toda trabalhou no bar e tinha calma com todos. Depois de se aposentar continuou a trabalhar. Sua vida era o bar”.

Miroca tinha 74 anos, deixa um casal de filhos e um neto. Seu corpo esta sendo velado na Capela do Cemitério São Francisco Xavier, onde será enterrado às 14h.

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