quarta-feira, outubro 27, 2021
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Mãe pede ajuda para custear tratamento da filha

SEROPÉDICA Desempregada, Juliana Amorim de Figueiredo, que é moradora de Seropédica, vem enfrentando um difícil drama. Ela é mãe da menina Maria Julia, de apenas quatro anos, que vem sendo submetida ao tratamento contra um câncer raro, o sacorma de Ewing, no Hospital do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Juliana precisa acompanhar a filha nos atendimentos, mesmo não tendo de onde tirar recursos para arcar com despesas de alimentação, translado e medicamentos.

A família, que mora na Rua H, nº 8, km 42, em Seropédica, abriu duas contas em bancos virtuais para receber doações e apela para quem puder ajudar nesse momento extremamente difícil. As doações podem ser depositadas em contas virtuais, que facilitam a movimentação pelo celular: Banco 290, Pague Seguro Internet S/A – agência 0001 – conta nº 14308127-1 ou Banco 260, N

SEROPÉDICA Desempregada, Juliana Amorim de Figueiredo, que é moradora de Seropédica, vem enfrentando um difícil drama. Ela é mãe da menina Maria Julia, de apenas quatro anos, que vem sendo submetida ao tratamento contra um câncer raro, o sacorma de Ewing, no Hospital do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Juliana precisa acompanhar a filha nos atendimentos, mesmo não tendo de onde tirar recursos para arcar com despesas de alimentação, translado e medicamentos.

A família, que mora na Rua H, nº 8, km 42, em Seropédica, abriu duas contas em bancos virtuais para receber doações e apela para quem puder ajudar nesse momento extremamente difícil. As doações podem ser depositadas em contas virtuais, que facilitam a movimentação pelo celular: Banco 290, Pague Seguro Internet S/A – agência 0001 – conta nº 14308127-1 ou Banco 260, Nubank Pagamentos S/A – agência 0001 – conta nº 33027778-8, ambas em nome de Juliana Amorim de Figueiredo – CPF: 195.735.857-23. 

Juliana diz que sua filha é carinhosamente chamada de Maju. Ela acrescenta que seu drama começou em novembro de 2019, quando Maju, aos três anos, foi diagnosticada com sacorma de Ewing. O tratamento quimioterápico teve início em janeiro de 2020 e já incluiu seis ciclos de quimioterapia. Logo após o término desses ciclos ela recebeu a notícia de que Maju teria que ser submetida a uma desarticulação coxofemoral, procedimento que significa amputação da perna, no caso dela o membro direito.

Juliana acentua que mesmo passando por situações extremamente traumáticas, como a queda dos cabelos e a perda da perna por conta do câncer, Maju nunca se deixou abater e sempre foi uma menina radiante e cheia de vida. “É uma inspiração e um espelho para as pessoas que valorizam as pequenas coisas da vida. Só quem passa ou está lado a lado sabe o quão doloroso e ingrato é o câncer”, diz Juliana, acrescentando que informações sobre o câncer infanto-juvenil são pouco veiculadas. “Esse assunto tinha que ser mais visível e mais falando. Em pleno 2020, no século 21, o câncer infantil é tratado como tabu. E também a maioria dos casos de crianças é descoberto já avançado”, lamenta ela. 

 

Brasil registra menos de mil casos da doença por ano

O sarcoma de Ewing é uma doença tão rara quanto grave. O Brasil registra menos de mil casos por ano. Trata-se de um tumor maligno que afeta principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos, com pico de incidência em torno dos 15 anos, de acordo com o Inca. O mais comum é que o sarcoma ocorra nos ossos e, em ordem de frequência, se dá nas extremidades inferiores, no quadril, nas coxas, no tórax, na extremidade superior, na coluna, na mão e no crânio. O tumor também pode aparecer nas partes moles em volta dos ossos e é recorrente no tronco, extremidades, cabeça, pescoço e retroperitônio. Ainda podem existir sarcomas que misturam as características ósseas e extraósseas, mas são extremamente raros.

FOTO REPRODUÇÃO
MAJU PRECISA de ajuda para continuar o tratamento e para despesas com alimentação, locomoção e compra de medicamentos

Apesar dos sarcomas de Ewing serem divididos em três tipos, todos se caracterizam pelas mesmas anomalias genéticas, em que trechos de dois cromossomos, o 11 e o 22, se fundem e dão origem a uma proteína que faz com que as células se reproduzam descontroladamente, dando origem ao tumor. Infelizmente, esse é um câncer que a ciência não conseguiu desvendar. A causa do sarcoma de Ewing é desconhecida e não existem fatores de risco claramente associados a doença. O Inca afirma que o câncer não pode ser prevenido, não é herdado e não se conhece associação com estilo de vida ou ambiente. Quando se identifica o câncer, os tratamentos mais comuns são quimioterapia, cirurgia para retirar o tumor e quimioterapia depois da operação. Se a cirurgia não for recomendada pela posição do tumor, sessões de radioterapia também podem ser indicadas. 

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