terça-feira, outubro 26, 2021
InícioItaguaíIndústria naval pode gerar empregos diretos até 2030

Indústria naval pode gerar empregos diretos até 2030

Audiência pública de comissões da Alerj discute a criação de um polo tecnológico que pode gerar centenas de empregos.

Audiência pública remota, realizada pelas Comissões de Indústria Naval, de Offshore e do Setor de Petróleo e Gás e de Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na segunda-feira (21), discutiu sobre a criação de um cluster marítimo (polo tecnológico) com representantes de universidades públicas e instituições científicas do estado, além dos membros da Assessoria Fiscal da Alerj.
Durante a audiência, o diretor-presidente da Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron), almirante Edésio Teixeira, informou que o setor naval brasileiro pode gerar centenas de empregos diretos até 2030. “O Brasil deve priorizar o mar como instrumento para o seu desenvolvimento, e o Estado do Rio

Audiência pública de comissões da Alerj discute a criação de um polo tecnológico que pode gerar centenas de empregos.

Audiência pública remota, realizada pelas Comissões de Indústria Naval, de Offshore e do Setor de Petróleo e Gás e de Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na segunda-feira (21), discutiu sobre a criação de um cluster marítimo (polo tecnológico) com representantes de universidades públicas e instituições científicas do estado, além dos membros da Assessoria Fiscal da Alerj.
Durante a audiência, o diretor-presidente da Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron), almirante Edésio Teixeira, informou que o setor naval brasileiro pode gerar centenas de empregos diretos até 2030. “O Brasil deve priorizar o mar como instrumento para o seu desenvolvimento, e o Estado do Rio de Janeiro tem tudo para se transformar em um dos principais pontos mundiais do desenvolvimento da economia do mar. Não há outro lugar no mundo que tenha tanto potencial de desenvolver essas atividades econômicas que tem o mar como foco. Pretende-se que, em 2030, a economia do mar contribua com um valor agregado de três trilhões de dólares, o que representa cerca de 5% a 6% na economia global. Além disso, a expectativa é de gerar centenas de postos diretos de trabalho, além dos empregos indiretos”, afirmou o almirante.
O almirante Edésio Teixeira ressaltou que o Rio apresenta grande potencial para consolidar um cluster marítimo. “Nós temos uma natural vocação marítima, além de proximidades geográficas, sociais, institucionais, culturais e tecnológicas entre os diversos agentes econômicos. Isso não é somente em relação ao segmento industrial-comercial, mas também às instituições públicas e privadas, e principalmente ao meio acadêmico. Temos mais de 50 universidades e grandes centros de pesquisa, como o da Petrobras, como a COPPE/UFRJ e como o Centro Tecnológico da Marinha do Rio de Janeiro”, explicou.
O diretor da Emgepron ainda sugeriu a criação de uma “Autoridade para Desenvolvimento da Economia do Mar”. Segundo o almirante Edésio, o órgão poderia ser instituído na estrutura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Industrial, com objetivo de conduzir, de maneira integrada e coordenada, as questões de exploração do potencial marítimo do estado do Rio de Janeiro.

POLÍTICAS PÚBLICAS
O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, o deputado Waldeck Carneiro (PT) enfatizou a importância de elaborar políticas públicas para o setor. “O Rio de Janeiro tem potencial para se desenvolver além dos reparos e dos descomissionamentos. Em relação ao Porto de Niterói, se conseguirmos ultrapassar os obstáculos relacionados à dragagem no canal São Lourenço, podemos abrir alternativas importantes para o eixo do leste fluminense, onde há uma atuação muito importante na área de offshore. É importante que saibamos quais são as dificuldades, para que possamos realizar interlocuções com outros órgãos também”, explicou o parlamentar.
“Estamos ampliando as discussões sobre investimentos em infraestrutura e qualificação do mercado, com o objetivo de promover uma grande união em prol da retomada do crescimento do setor naval. Estamos, também, pretendendo agendar uma reunião com o governador Cláudio Castro, para discutir medidas de desenvolvimento para o setor da indústria naval e offshore”, afirmou a presidente da Comissão de Indústria Naval, deputada Célia Jordão (Patriota).

Veja mais de:
Matérias relacionadas
- Advertisment -

Mais lidas

error: O conteúdo está protegido!