Na Alerj, comerciantes de Ilha Grande criticam taxa de turismo
Representantes do setor afirmam que cobrança reduziu o fluxo de visitantes e pedem revisão da medida
Representantes do comércio e da rede hoteleira de Ilha Grande estiveram na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro nesta quarta (22) para discutir os impactos da Taxa de Turismo Sustentável (TTS), implantada pela Prefeitura de Angra dos Reis. O encontro reuniu o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), o deputado estadual Marcelo Dino (PL), integrante da Comissão de Meio-Ambiente, e empresários e comerciantes da ilha.

Segundo Marcelo Dino, desde que a cobrança entrou em vigor o movimento turístico na Ilha Grande diminuiu, cenário que, de acordo com o parlamentar, foi observado inclusive durante o Festival de Música e Ecologia, realizado em junho. O deputado afirmou que vem acompanhando o tema desde o início da implantação da taxa e participou de duas audiências públicas sobre o assunto, uma delas realizada na própria Ilha Grande.
Durante a reunião, representantes do setor manifestaram preocupação com os reflexos da cobrança sobre a economia local. Eles defendem que a medida tem afastado visitantes e prejudicado pousadas, restaurantes, passeios turísticos e demais atividades ligadas ao turismo, principal fonte de renda da ilha.
Marcelo Dino afirmou que continuará acompanhando a situação e buscando alternativas para minimizar os impactos da taxa. A discussão ocorre em meio à tramitação, na Alerj, de uma PEC que pretende impedir municípios fluminenses de instituírem taxas de turismo, visitação ou permanência. A proposta é de autoria dos deputados Marcelo Dino e Jorge Felippe Neto.
Associação divulga nota
A Taxa de Turismo Sustentável começou a ser cobrada em Angra dos Reis neste ano e vem gerando protestos de moradores, empresários e trabalhadores do setor turístico. A medida também motivou audiências públicas, manifestações e pedidos de esclarecimentos por parte de órgãos de controle.
Em nota, Associação dos Meios de Hospedagem da Ilha Grande afirmou que não é contrária ao desenvolvimento do turismo nem às políticas de preservação ambiental, mas defende que qualquer medida seja construída com transparência, segurança jurídica e participação dos moradores e empresários da região, de modo a encontrar alternativas que conciliem a preservação ambiental da Ilha Grande com a sustentabilidade econômica das atividades ligadas ao turismo.
Com informações de Tempo Real RJ.
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