Cancela e guarita em ponte recém-inaugurada geram dúvidas em Coroa Grande

Uma guarita e uma cancela na recém-inaugurada ponte Hudson da Silva Loureiro tem sido motivo de dúvida entre moradores e cidadãos que habitualmente passam pelo local. A ponte liga a Avenida Amaral Peixoto, em Coroa Grande, à Rua Itaguaí, no Frontal das Ilhas, como é conhecido um loteamento de residências no local.

Registro da guarita e do motor da cancela feito no início de março (Contribuição do leitor)

A cancela tem o motor que movimenta uma haste, ainda não instalada, mas ninguém consegue explicar a sua lógica ou critério de funcionamento. No geral, guarita e cancela servem para controlar acessos. Ocorre, porém, que o local é público (e não um condomínio privado). Como tal, é responsabilidade da prefeitura.

A reportagem entrou em contato com o governo municipal para explicar a instalação parcial da cancela e a presença da guarita, mas, até o momento, não obteve resposta.

ADMINISTRAÇÃO INFORMAL

Ao apurar junto a moradores, o ATUAL não conseguiu obter explicações definitivas sobre o equipamento.

O que se pode depreender é que a guarita é fruto de uma administração informal do agrupamento de casas, de acordo com o que contaram alguns cidadãos que moram no local. A ideia seria realmente limitar ou controlar o acesso, a exemplo do que já acontece no acesso pela Rio-Santos, o único existente até a inauguração da ponte.

Uma moradora ouvida pelo ATUAL apontou um homem chamado Almir, que faria parte da administração informal do loteamento. Dentre suas atribuições, de acordo com ela, está a cobrança de taxas de moradores para o pagamento dos demais “funcionários” e a realização de obras no conjunto – como a da guarita e da cancela, que teria custado cerca de R$ 4 mil.

Uma moradora do Frontal afirma que o investimento na guarita e na cancela ficou em torno de R$ 4 mil (Contribuição de leitor)

Ainda conforme o relato dela, há um carnê mensal para a cobrança – de valores variados, como R$ 80, R$ 90, R$ 100 ou mais –, mas sem prestação de contas. Ela também destaca que muitos residentes do Frontal desconhecem a quem Almir responde hierarquicamente: “Ele está no conjunto há muito tempo, mas ninguém sabe quem o colocou lá”.

Sobre a cancela, Almir explicou ao ATUAL, por telefone, que somente uma mulher chamada Elaine teria autorização para falar sobre o assunto. A reportagem, no entanto, teve acesso a áudios de WhatsApp nos quais ele confirma que o impedimento a quem vem de fora está descartado: “Os moradores não consideram o Frontal um condomínio fechado. Não vamos proibir ninguém de entrar”.

O homem completa: “Mas sempre houve controle, desde o início, há cerca de 26 anos. Inclusive com visitantes informando na portaria a que residência irá”.

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AINDA INDEFINIDO

Por causa das informações sem confirmação, as dúvidas a respeito do acesso e das suas possíveis limitações na ponte seguem entre os cidadãos que costumam transitar pelo local e entre os moradores.

Como não há identificação dos responsáveis pela instalação da cancela e da guarita, não há quem responda sobre o funcionamento.

Há quem questione a autoridade dos possíveis administradores informais do loteamento para proceder à instalação, uma vez que a rua, todos sabem, é pública. Há também quem tema pela possibilidade de prejuízo ao deslocamento entre os bairros, embora alguns defendam a ideia por ela poder trazer – em tese – mais segurança.

O ATUAL segue buscando esclarecimentos. Por ora, uma moradora declara: “A Elaine já fez um abaixo-assinado, e prefeitura está ciente. Só não deu autorização ainda”.

Luiz Maurício Monteiro

Repórter com mais de 15 anos de trajetória e passagens por diferentes editorias, como Cidade, Cultura e Esportes.

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