terça-feira, novembro 30, 2021
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Ato da ONU inspira lembrança de ativista que foi radicada em Itaguaí

MEMÓRIA
Uma solenidade realizada, na segunda-feira (19), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, marcou a comemoração oficial do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado no dia 25 de novembro. O ato reuniu sobreviventes da violência de gênero e ativistas em torno do tema “Pinte o mundo de laranja, acentuando as sua vozes e o trabalho pelo fim da violência contra mulheres e meninas.

Em paralelo à atividade realizada nos Estados Unidos, a ONU Brasil organizou a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no ano de 2018, com uma série de atividades destinadas a reforçar, divulgar e apoiar o trabalho de pessoas que se dedicam aos movimentos de igualdade de gênero, e, também, de defesa dos direitos humanos. “Somente quando a metade de nossa população re

MEMÓRIA

Uma solenidade realizada, na segunda-feira (19), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, marcou a comemoração oficial do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado no dia 25 de novembro. O ato reuniu sobreviventes da violência de gênero e ativistas em torno do tema “Pinte o mundo de laranja, acentuando as sua vozes e o trabalho pelo fim da violência contra mulheres e meninas.

Em paralelo à atividade realizada nos Estados Unidos, a ONU Brasil organizou a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no ano de 2018, com uma série de atividades destinadas a reforçar, divulgar e apoiar o trabalho de pessoas que se dedicam aos movimentos de igualdade de gênero, e, também, de defesa dos direitos humanos. “Somente quando a metade de nossa população representada por mulheres e meninas puder viver livre de medo, violência e insegurança cotidiana, podemos realmente dizer que vivemos num mundo justo e igualitário”, discursou na ocasião o secretário-geral da ONU, António Guterres.

A campanha desenvolvida pela ONU Brasil faz lembrar a trajetória da ativista, atriz e pesquisadora Zenaide Cecília Pereira da Silva, uma paulista de Campinas, que viveu durante um período em Itaguaí, onde chegou a elaborar uma iniciativa destinada à preservação e divulgação da história da Diáspora Africana, fenômeno sociocultural e histórico ocorrido nos países africanos, envolvendo a imigração forçada da população africana para países que adotavam a mão de obra escrava.

Com trabalhos reconhecidos por prestigiadas universidades americanas, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, fundação vinculada ao Ministério da Educação do Brasil, Zenaide Zen, como era conhecida, iniciou esforços junto a instituições nacionais e internacionais para implantar em Itaguaí o projeto Virtual Integração da Diáspora Africana, denominado “Casa de Vida”, utilizando para isso parte das instalações do Parque Municipal.

Falecida em 17 de dezembro de 2011, Zenaide Zen teve o nome sugerido à Prefeitura de Itaguaí para uma medalha de honra ao mérito a ser entregue pelo Poder Legislativo Municipal a personalidades, autoridades e pessoas afrodescendentes de significativa relevância no apoio a questões referentes à diversidade étnica, contribuindo para dinamizar o intercâmbio internacional do turismo cultural e educacional em Itaguaí e no estado do Rio de Janeiro.

Considerada uma sacerdotisa da Diáspora Africana com amplo prestígio no exterior, Zenaide Zen planejava implantar em Itaguaí um núcleo de estudos e divulgação da Afrocentricidade, classificada como a ciência que estuda, pesquisa e ensina a humanidade e a civilização como oriundas da chamada Mãe-Continente África, com base em teses que se utilizam sistematicamente da arqueologia, etimologia, genética, filosofia, mitologia e das religiões comparadas.

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