Rio registra menor número de roubos de rua em 21 anos

Dados do Instituto de Segurança Pública apontam queda de 19,7% nos casos entre janeiro e maio de 2026

O estado do Rio de Janeiro registrou 20.877 roubos de rua entre janeiro e maio de 2026, o menor número para o período desde 2005. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) e mostram queda de 19,7% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025. O indicador reúne ocorrências de roubo de aparelho celular, roubo em coletivo e roubo a transeunte.

O levantamento do Instituto de Segurança Pública utiliza os Registros de Ocorrência lavrados nas delegacias da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (FOTO REPRODUÇÃO)

Em maio, o estado contabilizou 4.177 roubos de rua, resultado 13,3% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado. O total representa o menor número de ocorrências para um mês de maio desde 2020. A redução aparece no balanço dos Registros de Ocorrência lavrados pelas delegacias da Polícia Civil em todo o território fluminense.

Roubo de carga

Os roubos de carga somaram 1.576 registros entre janeiro e maio de 2026. O número representa aumento de 20,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar disso, maio apresentou uma mudança de tendência. O estado registrou 198 casos no mês, uma queda de 24,1%.

Esse resultado representa o menor número de roubos de carga para um mês de maio desde 1999. Os dados indicam que, embora o acumulado do ano ainda permaneça acima do registrado em 2025, a comparação mensal aponta redução recente do crime.

Roubo de veículos

O roubo de veículos alcançou 12.104 ocorrências nos cinco primeiros meses de 2026. O total representa crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em maio, o estado registrou 1.796 casos, alta de 6,4% na comparação com maio de 2025.

No entanto, a comparação entre abril e maio deste ano aponta queda de 29,5%. A área da AISP 39, que abrange Belford Roxo, registrou a maior redução do estado, com 129 casos a menos. Já a AISP 9, responsável pela região de Madureira, apresentou o maior aumento, com acréscimo de 48,5%.

Letalidade violenta

Os indicadores relacionados aos crimes contra a vida também apresentaram redução. A letalidade violenta, que reúne homicídio doloso, feminicídio, roubo seguido de morte, lesão corporal seguida de morte e mortes por intervenção de agente do estado, registrou 1.528 vítimas entre janeiro e maio.

O número representa queda de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025 e constitui o menor resultado para o acumulado desde 1991. Em maio, o estado contabilizou 275 vítimas, redução de 11,3% e o menor número para o mês em toda a série histórica iniciada naquele ano.

Homicídios e mortes por intervenção

Os homicídios dolosos somaram 1.137 vítimas nos cinco primeiros meses de 2026. O indicador caiu 9,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior e alcançou o menor patamar desde 1991.

As mortes por intervenção de agente do estado chegaram a 294 no acumulado do ano, queda de 11,7%. Já os casos de feminicídio totalizaram 37 vítimas, cinco a menos do que o registrado entre janeiro e maio de 2025.

Aumento de apreensões e prisões

As forças de segurança apreenderam 2.855 armas de fogo entre janeiro e maio, um aumento de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 384 eram fuzis, crescimento de 20% na comparação anual.

O estado também recuperou 8.906 veículos, alta de 19,6%. Além disso, registrou 11.611 apreensões de drogas, cumpriu 5.350 mandados de prisão e realizou 18.978 prisões em flagrante. A média foi de 126 prisões por dia no período analisado.

Dados baseados em registros

O levantamento do Instituto de Segurança Pública utiliza os Registros de Ocorrência lavrados nas delegacias da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Os dados divulgados abrangem o período entre janeiro e maio de 2026 e integram as estatísticas oficiais de segurança pública do estado.

Leia também: Ônibus da Costa Verde pega fogo na Rio-Santos, em Itaguaí

Jose Roberto de Souza

José Roberto de Souza é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atua como crítico de cinema, jornalista cultural e repórter estagiário do Jornal Atual.

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O levantamento do Instituto de Segurança Pública utiliza os Registros de Ocorrência lavrados nas delegacias da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (FOTO REPRODUÇÃO)