Polícia Civil faz operação contra pesca ilegal de pepino-do-mar em Angra

Operação Tritão prende suspeitos e apreende 30 quilos do animal marinho considerado iguaria de luxo no mercado clandestino

Policiais civis da 166ª DP (Angra dos Reis) deflagraram, nesta quarta-feira (11), a Operação Tritão, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido na pesca ilegal e comercialização clandestina de pepino-do-mar no litoral sul do estado do Rio de Janeiro.

Pepinos-do-mar apreendidos durante a Operação Tritão
Pepinos-do-mar apreendidos durante a Operação Tritão, realizada pela Polícia Civil; cerca de 30 quilos do animal marinho foram encontrados com um dos suspeitos (FOTO REPRODUÇÃO/INTERNET)

Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis e na cidade de São Paulo. Um homem apontado como gerente do esquema criminoso foi capturado em cumprimento a mandado de prisão. Outro suspeito foi preso em flagrante em sua residência, onde os agentes encontraram 30 quilos de pepino-do-mar.

Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou uma estrutura criminosa organizada, voltada para a extração ilegal do animal marinho. O pepino-do-mar desempenha papel fundamental no equilíbrio do ecossistema aquático, mas possui alto valor comercial no mercado clandestino, sendo considerado uma iguaria de luxo em alguns países.

Financiadores estrangeiros

As apurações indicam que o esquema tinha divisão clara de funções. Mergulhadores eram responsáveis pela coleta dos animais no fundo do mar e pela secagem do produto. Eles recebiam cerca de R$ 200 por quilo, e o grupo chegou a movimentar aproximadamente R$ 250 mil em apenas um mês.

Os financiadores da atividade ilegal, segundo a polícia, seriam empresários estrangeiros residentes em São Paulo, responsáveis por sustentar financeiramente toda a operação.

Ligação com facção criminosa

Já o homem apontado como gerente atuava como coordenador da atividade criminosa, sendo responsável pela receptação, armazenamento e transporte do produto. Ainda de acordo com as investigações, ele também teria ligação com a fabricação e manutenção de componentes bélicos para a facção criminosa Comando Vermelho.

A Operação Tritão segue em andamento e as investigações continuam para identificar outros envolvidos na cadeia de exploração e comercialização ilegal do animal marinho.

Redação

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