Projetos de preservação ambiental ganham destaque na Costa Verde
Vale fortalece ações em Itaguaí e Mangaratiba com iniciativas de conservação da biodiversidade, educação ambiental e pesquisa científica, incluindo o primeiro banco genético de cavalos-marinhos do Brasil
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Conciliar desenvolvimento com preservação ambiental é um compromisso que orienta a atuação da Vale na Costa Verde. Em Itaguaí e Mangaratiba, a empresa desenvolve iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade, recuperação de áreas naturais, pesquisa científica e fortalecimento da relação com as comunidades. As ações integram uma estratégia que alia inovação, ciência e participação social para proteger ecossistemas essenciais da região.
Além do cumprimento rigoroso das exigências ambientais, a Vale mantém programas permanentes de monitoramento da qualidade do ar, previsão meteorológica e controle de emissões. A empresa também investe em educação ambiental e no monitoramento contínuo da fauna e da flora, aproximando estudantes, moradores e empregados das ações de preservação desenvolvidas na Costa Verde.
Parceria fortalece o Parque Estadual Cunhambebe
Uma das principais ações ambientais voluntárias da empresa é a parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para apoio na proteção e conservação do Parque Estadual Cunhambebe, no âmbito da Meta Florestal de recuperar e proteger 500 mil hectares de áreas até 2030.
O Parque Estadual Cunhambebe é a segunda maior unidade de conservação administrada pelo Estado do Rio de Janeiro. O acordo firmado com o Inea foi renovado até 2030 e totaliza até R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos apoiam pesquisas científicas, restauração florestal, monitoramento da biodiversidade, educação ambiental e o fortalecimento da gestão da unidade, que protege cerca de 38 mil hectares de Mata Atlântica e abriga aproximadamente 100 espécies ameaçadas de extinção. Entre seus patrimônios naturais está a Cachoeira Véu da Noiva, em Muriqui, Mangaratiba, um dos principais cartões-postais da Costa Verde e símbolo da riqueza ambiental conservada pelo parque.
O parque também recebeu o reconhecimento como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, concedido pela Unesco.

Fazenda Marinha completa 30 anos como referência em conservação

Criada em 1996, a Fazenda Marinha, em Mangaratiba, tornou-se referência em pesquisa, educação ambiental e preservação dos ecossistemas costeiros. O espaço monitora espécies consideradas bioindicadoras da qualidade ambiental, como cavalos-marinhos, boto-cinza e coral-sol, permitindo acompanhar continuamente a saúde da Baía de Sepetiba.
O principal destaque é o pioneirismo na criação e manutenção do primeiro banco genético de cavalos-marinhos do Brasil, voltado à espécie Hippocampus reidi. A iniciativa, realizada pelo ISBIO/Universidade Santa Úrsula, com apoio da Vale, preserva o patrimônio genético desses animais e poderá contribuir para futuras ações de reintrodução da espécie, caso ocorram reduções significativas de suas populações na natureza, em parceria com órgãos ambientais competentes.
A Fazenda também desenvolve monitoramento contínuo do boto-cinza. A Baía de Sepetiba abriga a maior população conhecida da espécie e, em uma única campanha realizada em 2023, cerca de 600 animais foram registrados, reforçando a qualidade ambiental da região.
Conservação que gera conhecimento e aproxima a comunidade
A educação ambiental é um dos pilares da atuação da Fazenda Marinha. Somente em 2025, cerca de 2.350 pessoas participaram de visitas, rodas de conversa, atividades do projeto Vale nas Escolas e ações comunitárias realizadas em Itaguaí, Mangaratiba e Seropédica, incluindo moradores das ilhas de Jaguanum e Marambaia.
Outro destaque é o meliponário, dedicado às abelhas nativas sem ferrão da Mata Atlântica. Além de sensibilizar visitantes sobre a importância da polinização para a manutenção da biodiversidade, o projeto promove capacitação de agricultores, artesãos e produtores locais, incentivando a geração de renda de forma sustentável.
As iniciativas ambientais também impulsionam a pesquisa científica. Entre 2022 e 2024, o projeto Flora da Ilha Guaíba – Cultivando Sustentabilidade catalogou 110 espécies vegetais, incluindo plantas raras e ameaçadas de extinção, além de identificar a Myrcia cupreiflora, uma nova espécie vegetal descoberta, que é endêmica do Estado do Rio de Janeiro. Ao reunir investimentos em pesquisa, conservação da biodiversidade e relacionamento com as comunidades, a Vale reforça sua atuação na Costa Verde com projetos que contribuem para proteger importantes patrimônios naturais da região e promover um desenvolvimento cada vez mais sustentável.









