UFRRJ avança com estudos do BNDES para uso de áreas em Seropédica
Levantamentos técnicos iniciados no câmpus vão subsidiar a definição de um modelo de concessão para parte do patrimônio da universidade, mantendo a posse pública dos terrenos
A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) deu mais um passo no projeto desenvolvido com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para definir novas formas de uso de parte de suas áreas em Seropédica. Entre os dias 15 e 17 de julho, equipes técnicas visitaram o câmpus para iniciar os levantamentos de campo que embasarão estudos econômicos, ambientais, jurídicos e de engenharia sobre aproximadamente 1.139 hectares da instituição.

A etapa marca o avanço da modelagem que deverá orientar futuras concessões de uso, sem venda do patrimônio público. Além da área destinada ao projeto imobiliário, os técnicos vistoriaram o espaço previsto para o EcoTec UFRRJ, iniciativa voltada à pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico na Baixada Fluminense, que ocupará cerca de 88 hectares e será a contrapartida exigida do futuro parceiro.
Trabalho de campo e análise da região
A visita teve como objetivo complementar, com observações diretas no território, as informações documentais já reunidas. O consórcio contratado pelo BNDES percorreu diferentes áreas do câmpus, iniciou levantamentos topográficos e percorreu rodovias e acessos do entorno para entender a posição estratégica do câmpus na Baixada Fluminense — considerando logística, mobilidade urbana, integração regional e características ambientais.
Ao longo dos três dias, os especialistas também conheceram estruturas da universidade e se reuniram com representantes de diferentes setores administrativos, reunindo dados sobre infraestrutura, meio ambiente, aspectos jurídicos e gestão patrimonial. Os estudos ainda consideram as vocações econômicas de Seropédica e municípios vizinhos, buscando usos que dialoguem com o perfil da região e preservem as atividades acadêmicas da universidade.
Modelo de concessão
O projeto resulta de acordo firmado entre UFRRJ e BNDES em janeiro de 2026 para estruturar alternativas de aproveitamento do patrimônio imobiliário da instituição, por meio de concessão ou parcerias público-privadas, mantendo a propriedade das áreas sob domínio da União e da universidade. Se implementado, o modelo pode gerar receitas próprias para a manutenção dos câmpus e o fortalecimento do ensino, pesquisa e extensão.
A expectativa é concluir a modelagem econômico-institucional até março de 2027. Até lá, o consórcio continuará os levantamentos técnicos para avaliar a viabilidade das concessões. As informações foram apuradas pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da UFRRJ.
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