Porto de Itaguaí: Inea multará CSN por não comunicar imediatamente acidente com navio

O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) informou que irá multar a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) por conta da demora na comunicação sobre o acidente com um navio graneleiro, com bandeira da Libéria, que deixou o Porto de Itaguaí no último dia 10 rumo a Singapura, na Ásia.

O Inea realizou perícia no True Conrad e confirmou que não houve vazamento ou derramamento de óleo (Divulgação/Inea)

O True Conrad, nome da embarcação, estava a serviço da CSN e transportava uma carga de milhares de toneladas de minério de ferro. E segundo o Inea, a companhia só o informou a respeito do acidente na segunda-feira (15), ou seja, cinco dias depois.

Por isso, o Inea já trabalha no sentido de notificar a companhia com uma multa que pode chegar a R$ 2 milhões “por se tratar de descumprimento de condicionante de licença ambiental”. O instituto também pretende aplicar a mesma punição – neste caso, em até R$ 50 mil – à empresa responsável pelo navio.

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A Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade confirmou tais informações ao ATUAL, que fez os seguintes questionamentos: qual e de onde seria a empresa; e quando sairão as notificações e os respectivos valores. Até o fechamento desta matéria, porém, não houve respostas. A reportagem também falou com a assessoria de comunicação da CSN, que retornou afirmando que “não há posição oficial da empresa no momento”.

Durante a semana, por nota, a siderúrgica havia ressaltado que a empresa asiática contratante é a “responsável pela retirada do minério do porto e pelo transporte”. A CSN também não soube esclarecer o nome da empresa.

O ACIDENTE

O navio sofreu uma avaria quando deixava o canal de acesso ao terminal da CSN no Porto de Itaguaí, na Baía de Sepetiba. Conforme nota que o Inea publicou na quarta (17), o True Conrad perdeu o leme ao colidir com o talude (espécie de elevação no terreno subaquático), o que danificou uma parte do casco.

Já a Marinha do Brasil, por meio de pronunciamento na terça (16), comunicou que o comandante interrompeu a viagem para avaliar possíveis danos no tanque de lastro (estrutura que contém água e é fundamental para a estabilidade do navio). Assim, decidiu ancorar nas proximidades do par de boias 1 e 2, que ficam na Ilha Grande.

SEM VAZAMENTO

No texto, a Força Armada assegurou, após perícia, que “não foram identificados indícios de poluição hídrica referente a vazamento ou derramamento de óleo, na área, provenientes da embarcação”. O Inea corroborou a informação.

A nota da Marinha também destacou que a conclusão dos reparos nos tanques de lastro afetados se deu na terça (16). Já a inspeção interna teria ficado para quinta (18). Após novo contato do ATUAL, a Força Armada confirmou a averiguação e reforçou que o acidente não resultou em poluição hídrica.  

Sobre a data de saída do True Conrad, a Marinha explique que ainda não há estimativa “visto que será necessário finalizar a avaliação da Sociedade Classificadora da embarcação, a fim de atestar que os reparos já realizados serão suficientes para que a embarcação possa navegar com segurança”.

A Marinha encerra afirmando que o navio “encontra-se estável e fundeado, não incorrendo em situação de encalhe, tampouco apresenta indícios de risco iminente”.

Luiz Maurício Monteiro

Repórter com mais de 15 anos de trajetória e passagens por diferentes editorias, como Cidade, Cultura e Esportes.

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