terça-feira, janeiro 18, 2022
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Faltam remédios e testes nas farmácias por causa da Covid-19 e da Influenza, diz CRF-RJ

Conselho Regional de Farmácia defende o uso racional dos medicamentos e alerta que as farmácias enfrentam desafio para atender a demanda pelos testes

O aumento de casos de Influenza e Covid-19, no Rio de Janeiro, provocou uma busca desenfreada por testes e remédios antigripais, antitérmicos, antibióticos e antitussígenos (como xaropes) nas farmácias e drogarias. Diante disso, alguns estabelecimentos já apresentam falta de alguns medicamento e testes. O Conselho Regional de Farmácia do RJ (CRF/RJ) recomenda que as pessoas não se automediquem, mas que procurem orientação de um profissional de saúde, pois mesmo com a variante Ômicron causando sintomas mais leves na maioria dos casos, o vírus da Influenza tem mais probabilidade de desenvolver casos graves em crianças, idosos, gestantes e em pessoas com comorbidades.

MEDICAMENTOS

Os diretores da instituição explicam que os farmacêuticos devem orientar a população sobre o uso racional e correto dos medicamentos. O presidente do CRF/RJ, Camilo Carvalho, que também é proprietário de farmácias, percebeu a alta na procura por remédios para conter os sintomas, entre eles os antigripais. Ele alerta que cabe ao farmacêutico a boa orientação aos que buscam o atendimento, sobre as medidas a serem adotadas, como manter o distanciamento social, usar máscara e higienizar as mãos corretamente.

“As pessoas não devem se precipitar até que se confirme o diagnóstico da doença. A automedicação é um grande problema que tentamos combater há muito tempo. Vale lembrar que os antigripais não são um tratamento contra a gripe, mas contra os sintomas. A nossa orientação é que a população procure um profissional de saúde, para verificar a real necessidade de tomar algum medicamento”, alertou o presidente do CRF/RJ.

TESTES

Segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), foram vendidos cerca de 483 mil testes no país somente entre os dias 3 a 9 de janeiro. A variante Ômicrom se espalha muito mais rápido do que as outras e tem causado filas nas farmácias. O Rio de Janeiro, ainda segundo a Abrafarma, apresenta 49% de resultados positivos até o dia 4, no entanto, já apresenta uma queda no dia 9, com 36%.

A farmacêutica comunitária e vice-presidente do CRF/RJ, Luzimar Gualter, argumenta que houve aumento significativo na procura por testes em diversas farmácias do Rio de Janeiro.

“A população pode ter acesso ao serviço de testes para Covid-19 e Influenza, pois isso auxilia no diagnóstico correto. As farmácias são a primeira unidade de saúde para todos da cidade e enfrentam um desafio de atender toda a demanda em um período tão pequeno”, enfatiza.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Os sintomas das duas doenças são semelhantes, o que pode dificultar o diagnóstico. Mas algumas diferenças podem ser observadas: uma pessoa com Influenza (Síndrome Gripal) apresenta sintomas mais fortes já no primeiro dia, enquanto a infecção pelo coronavírus tende a se manifestar mais demoradamente, podendo se tornar mais intensos no fim da primeira semana.

Mesmo com a confluência entre as duas doenças atacando as vias respiratórias, observa-se uma divergência entre a manifestação do início dos sintomas. A gripe causa febre alta de uma hora para outra, muitas vezes associada à dor de cabeça, moleza no corpo, falta de apetite e a sintomas respiratórios, como nariz entupido e coriza. E com mais ou menos uma semana, a pessoa já está melhor, sem sintomas.

Diante da similaridade da manifestação das doenças, recomenda-se fazer, com maior brevidade possível, o teste para descartar o diagnóstico de infecção pelo coronavírus. Os testes para Influenza são menos disponíveis, mas neste momento epidemiológico pode-se realizar o diagnóstico de gripe, após a exclusão de Covid-19. Os sintomas da Síndrome Gripal são febre alta no início do contágio, inflamação na garganta, calafrios, dor de cabeça, distúrbios olfativos e gustativos, irritação nos olhos, vômito, dores articulares, tosse, mal-estar e diarreia, principalmente em crianças.

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