Pescador denuncia descarte ilegal e alerta para risco de bagre-guri na Ilha da Madeira
Cardume apareceu na Prainha da Ilha da Madeira neste sƔbado (13) e pode oferecer perigo a banhistas, especialmente crianƧas
Um cardume de bagre-guri apareceu em grande quantidade na Prainha da Ilha da Madeira, em ItaguaĆ, no fim da tarde deste sĆ”bado (13), por volta das 16h, levantando alerta entre moradores e frequentadores da Ć”rea. A denĆŗncia foi feita pelo pescador Altair Modesto GuimarĆ£es, de 72 anos, morador da localidade, que aponta possĆvel pesca irregular por meio de rede de arrasto como causa do problema.

Segundo Altair, o cardume teria sido capturado durante uma redada em Ć”guas rasas da regiĆ£o conhecida como Saco da Coroa Grande, ambiente tĆpico onde o bagre-guri se desenvolve. O pescador afirma que esse tipo de pesca Ć© proibido nesse trecho do litoral e que a prĆ”tica teria resultado no descarte de grande quantidade de peixes juvenis na faixa de areia.
VEJA O VĆDEO PRODUZIDO PELO PESCADOR
O bagre-guri recebe essa denominação por se tratar de um exemplar ainda jovem. Apesar do tamanho reduzido, o peixe representa risco à saúde, pois possui um espinho na nadadeira peitoral capaz de inocular veneno. Embora não seja letal, o contato provoca dor intensa e imediata, o que torna arriscado o banho de mar, especialmente para crianças.
A espécie costuma habitar Ôreas de fundo lodoso ou arenoso, geralmente em Ôguas rasas, o que aumenta a possibilidade de contato com banhistas. Além do espinho venenoso, o bagre-guri libera um muco tóxico que, ao penetrar na pele, potencializa a dor e o desconforto, exigindo atenção redobrada de quem frequenta regiões costeiras onde o peixe é encontrado.
Ainda segundo a denĆŗncia, alĆ©m do bagre-guri, foram encontrados poucos exemplares de sardinha, o que reforƧa a suspeita de uma captura indiscriminada. A situação pode configurar duas possĆveis infraƧƵes ambientais: a pesca de arrasto em local inadequado e o descarte de espĆ©cies juvenis, o que compromete o equilĆbrio ambiental e a seguranƧa da população.
O morador pede fiscalização e alerta para o risco de acidentes, especialmente em perĆodos de maior movimento na praia. AtĆ© o momento, nĆ£o hĆ” informação sobre a atuação de órgĆ£os ambientais ou de fiscalização no local.
Corrigimos o nome do pescador que, indevidamente, foi anunciado como Ailton.








