Itaguaí cria percurso histórico guiado

Projeto oferece visitas mensais para resgatar memória e patrimônio da cidade

A Prefeitura de Itaguaí inicia, neste sábado (7), o projeto Percurso Histórico de Itaguaí. A iniciativa propõe visitas guiadas mensais conduzidas por uma historiadora. O objetivo é fortalecer a identidade cultural e enfrentar o apagamento de narrativas históricas no município.

Casa com portas azuis, Estrada da Calçada com pavimento de pedras e Chafariz histórico em Itaguaí.
A visita guiada passa pelo Chafariz, pela Estrada da Calçada e por outros espaços históricos que ajudam a contar a formação de Itaguaí (Foto: Bianca Mateoti/ SMC)

As inscrições estão abertas para a primeira edição. O projeto transforma ruas e prédios históricos em salas de aula ao ar livre. Além disso, conecta o conhecimento acadêmico à comunidade com linguagem acessível. O roteiro reúne fatos científicos, mitos e lendas que cercam monumentos locais.

Roteiro histórico

O trajeto selecionado reúne pontos que ajudam a entender a formação de Itaguaí. O percurso começa na Casa de Cultura Marise Moreira de Brito, antiga estação ferroviária inaugurada no governo de Nilo Peçanha. Hoje, o espaço abriga a Biblioteca Machado de Assis e o Centro de Memória Municipal.

O roteiro inclui o Engenho do Facão, marco do circuito açucareiro fluminense. O local preserva registros sobre o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência de populações indígenas aldeadas. O passeio também passa pela Praça Vicente Cicarino e pelo Itaguaí Atlético Clube, espaços que marcaram gerações com bailes, carnavais e debates políticos.

Outro ponto central é a Estrada da Calçada, rota histórica usada por Dom Pedro I no trajeto até São Paulo, onde declarou a Independência do Brasil. O percurso inclui ainda a Igreja São Francisco Xavier, construção do século XVII que consolidou o núcleo religioso e administrativo da antiga aldeia de Itinga.

A programação também destaca pontos curiosos. Entre eles, o Relógio Solar construído por um andarilho paraguaio e o Hospital São Francisco Xavier, onde ocorreu o primeiro implante de mão do Brasil, em 1968.

O projeto prioriza a educação patrimonial e a memória local. A proposta vai além do turismo e aposta na formação cidadã ao conectar a população e estimular o pertencimento histórico regional. A organização prevê edições mensais.

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Beatriz Freitas

Beatriz Freitas é jornalista e redatora no Jornal Atual. Acredita na comunicação com propósito e busca dar voz a quem mais precisa ser ouvido.

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