Painel Literafro debate escrevivências femininas em Itaguaí

Encontro reuniu escritoras, mediadores e público em debate sobre literatura afro-brasileira, ancestralidade e protagonismo feminino negro

O município de Itaguaí integrou a programação do FLIBA – Festival Literário da Baixada, iniciativa que vem se consolidando como um espaço de valorização da produção literária da Baixada Fluminense e de incentivo à leitura e à diversidade cultural na região. Como parte da agenda do festival na cidade, foi realizado o painel Literafro – Escrevivências femininas no território de Itaguaí, que reuniu as escritoras Jacque Akalo e Regina Esteves.

Um dos focos de discussão do painel Literafro foi literatura infantojuvenil afro-brasileira contemporânea e sua importância na formação de leitores.
Um dos focos de discussão do painel foi literatura infantojuvenil afro-brasileira contemporânea e sua importância na formação de leitores (FOTOS: DIVULGAÇÃO)..

O encontro, realizado no Colégio Clodomiro Vasconcelos na manhã desta sexta (13), abordou temas como literatura afro-brasileira, ancestralidade, narrativas negras e os caminhos da escrita comprometida com memória, identidade e representatividade. A mediação foi conduzida pelo ator Diego Nicollas e pelo escritor e pesquisador Yago Eloy. Durante o debate, o público acompanhou reflexões sobre o papel da literatura como instrumento de afirmação cultural e de construção de novos olhares sobre a história e as experiências da população negra.

Literatura, memória e protagonismo feminino

Um dos focos da discussão foi a literatura infantojuvenil afro-brasileira contemporânea e sua importância na formação de leitores. As participantes também destacaram como a produção literária pode contribuir para ampliar o acesso a narrativas que dialoguem com a diversidade cultural presente na sociedade brasileira.

Alunos do Clodomiro Vasconcelos presenciaram a roda de conversa.

A presença e o protagonismo de mulheres negras na literatura e na educação também foram temas centrais do encontro, ressaltando o papel dessas autoras na construção de narrativas que resgatam memórias, trajetórias e experiências historicamente invisibilizadas.

Segundo a escritora Regina Esteves, sua abordagem no painel destacou o valor das histórias que dialogam com identidade e pertencimento. “A abordagem foi pautada na influência das minhas histórias, que resgatam o pertencimento, sobretudo a ancestralidade. Trouxe também à luz a importância do protagonismo negro feminino, que vai para além da representatividade, que é momento de ocupar os lugares que são de direito de cada uma”, afirmou.

A atividade integrou a programação ampliada do festival, que promove encontros literários, debates e ações culturais em diferentes municípios da Baixada Fluminense.

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