Itaguaí: agente da GM propõe Patrulha Maria da Penha
Guarda municipal Vaz destaca necessidade de efetivo maior e atendimento especializado 24 horas
Com mais de uma década de atuação na Guarda Municipal, o agente Ronaldo Vaz tem acompanhado de perto o crescimento de ocorrências relacionadas à violência doméstica no município. Segundo ele, a corporação já atende casos com base na Lei Maria da Penha desde 2013, mesmo sem contar oficialmente com um grupamento especializado.

Vaz e outros colegas somam cerca de 14 anos de serviço na Guarda Municipal e, ao longo desse período, passaram a se especializar no atendimento às vítimas. Atualmente, seis agentes possuem formação em cursos de Patrulha Maria da Penha realizados em cidades da região. O próprio guarda participou de capacitações em diferentes municípios, além de ter concluído pós-graduação voltada para violência doméstica.
A busca por qualificação, segundo ele, surgiu da necessidade de lidar com situações cada vez mais frequentes envolvendo agressões contra mulheres. “Nós já temos ocorrências desde 2013 e fomos percebendo como essa situação estava acontecendo no município, com muitos casos”, relatou.
Além da atuação nas ruas, os guardas também desenvolvem ações preventivas nas escolas por meio da ronda escolar. Durante as visitas, os agentes conversam com alunos sobre temas como bullying e cyberbullying, orientando estudantes sobre respeito e convivência. Vaz também possui especialização na área de prevenção ao bullying nas escolas.

De acordo com o guarda, esse trabalho educativo tem aproximado os estudantes da equipe, o que tem levado alguns jovens a procurar ajuda em situações de violência. Em um dos episódios relatados, uma estudante entrou em contato com ele para denunciar agressões sofridas dentro de casa.
“Durante o patrulhamento preventivo nas escolas, a gente conversa com os alunos, entra nas salas de aula e fala sobre bullying. Muitas meninas acabam vindo até nós para relatar situações de violência”, explicou.
Apesar da atuação preventiva e do investimento em capacitação, a estrutura atual da Guarda Municipal ainda é considerada insuficiente para atender toda a demanda do município. Segundo Vaz, atualmente apenas oito guardas municipais compõem o efetivo responsável por todo o território.

Diante desse cenário, a principal proposta defendida pelos agentes é a realização de concurso público para ampliar o quadro da corporação e permitir a criação de um grupamento especializado.
A ideia é implantar oficialmente a Patrulha Maria da Penha no município, com equipes capacitadas para atuar especificamente na prevenção e no acompanhamento de casos de violência contra a mulher. O objetivo seria garantir atendimento permanente às vítimas.
“Com um efetivo maior, a gente poderia ter um grupamento especializado de Patrulha Maria da Penha funcionando 24 horas, com medidas de proteção e acompanhamento das mulheres”, afirmou.
Segundo o guarda, a criação de uma estrutura dedicada ao tema ajudaria a fortalecer as ações de prevenção e proteção, ampliando a rede de apoio às vítimas e garantindo respostas mais rápidas às denúncias.
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