Saiba quando procurar a UPA, a UBS ou a ESF

Entenda quais situações devem ser atendidas na atenção básica e quais exigem procura imediata pela UPA 24h

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de a população conhecer as diferenças entre os serviços oferecidos pela rede pública, para que cada pessoa busque o atendimento adequado conforme a situação. No município, os principais equipamentos de saúde são as Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as Estratégia Saúde da Família (ESF).

Sistema Único de Saúde (SUS) organiza atendimentos entre UBS, ESF e UPA para garantir assistência adequada à população (CRÉDITO AGÊNCIA BRASIL/ FERNANDO FRAZÃO)

Atenção básica: UBS e ESF

As UBSs, conhecidas como postos de saúde, e as ESFs são a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). Nessas unidades, o atendimento é voltado para casos de menor complexidade e acompanhamento contínuo da comunidade, com serviços de clínica geral, saúde da criança, da mulher, do adulto e do idoso, além de odontologia, requisição de exames e acesso gratuito a medicamentos.

A diferença entre elas está na forma de atuação: enquanto a UBS costuma atender um bairro inteiro com equipes compostas por clínico geral, pediatra e ginecologista, a ESF é responsável por uma área específica de até 3,5 mil habitantes, contando com médico generalista, profissionais do Programa Saúde da Família, agentes comunitários e assistentes sociais, com foco na prevenção de doenças e acompanhamento de pacientes com condições crônicas, como hipertensão e diabetes.

Atendimentos de urgência e emergência: o papel da UPA

As UPAs 24h organizam os atendimentos de urgência e emergência, funcionando como suporte de média complexidade entre a atenção básica e os hospitais. Nessas unidades, o paciente é avaliado por classificação de risco e pode ser liberado, permanecer em observação por até 24 horas ou ser transferido para um hospital de referência.

Casos como paradas cardiorrespiratórias, traumas graves, derrames, crises convulsivas, choques elétricos, fraturas, hemorragias, intoxicações, dores torácicas intensas, falta de ar e febre acima de 40 graus devem ser levados diretamente para a UPA.

Classificação de risco: como funciona o atendimento na UPA

A classificação de risco nas UPAs seguem quatro níveis:

Emergência (vermelha): risco imediato de morte, como em coma, derrame ou parada cardíaca.
Urgência (amarela): atendimento em até 30 minutos, em casos de dor intensa, alterações súbitas de comportamento, crises asmáticas ou intoxicações.
Pouco urgente (verde): prazo de até 240 minutos, incluindo dor de cabeça, vômito ou diarreia sem sinais de alarme — situações que podem ser inicialmente atendidas em UBS ou ESF.
Não urgente (azul): problemas de menor gravidade, como dores leves, lesões de pele e acompanhamento de doenças crônicas, que devem ser direcionados à atenção básica

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Wanessa Jully

Wanessa Jully é graduanda em Jornalismo na Universidade Estácio de Sá. Atua como estagiária no Jornal Atual, sob a supervisão da jornalista Beatriz Freitas. É amante de futebol e pretende seguir a carreira profissional cobrindo essa atividade.

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Sistema Único de Saúde (SUS) organiza atendimentos entre UBS, ESF e UPA para garantir assistência adequada à população (CRÉDITO AGÊNCIA BRASIL/ FERNANDO FRAZÃO)